Um dia desses perguntaram-me por quanto tempo eu esperaria pelo amor da minha vida.
Respondi que nem por um segundo! Primeiro porque não tenho paciência para esperar ninguém.

Segundo que eu posso ser o amor da minha vida sem precisar correr por aí a procura de alguém que me caiba e é melhor assim, sabe.  Passei muito tempo dando muito de mim
e no final das contas, recebendo pouco ou quase nada.

Eu sei que isso faz parte das relações,  inevitavelmente, alguém vai se doar mais
alguém vai se dedicar mais alguém vai se importar demais.

Mas eu não quero mais ser esse alguém, ou ao menos não quero mais me importar tanto com o outro a ponto de me importar tão pouco comigo mesmo e isso não quer dizer que vou me desfazer da minha intensidade.

Nem fugir-me das relações e das pessoas. Nada disso. Ser intenso é algo que carrego comigo onde quer que eu vá.

Mas aprendi que existe um certo limite, existe uma certa altura, existe uma fronteira que eu chamo de reciprocidade e eu preciso identificar para não me perder e por isso que vou vivendo a vida, sem espera, sem pressa, sem expectativas, quem sabe numa dessas curvas alguém esbarre em mim
e sem força, deseje ficar.

Também vais gostar destes:
Casal de idosos para mostrar que o amor pode transcender o tempo.
O amor mais bonito é o que chega sem aviso e muda tudo.

Sem medo, queira seguir comigo. Sem qualquer imposição se torne amor e aprende a ser completo ao meu lado porque metade eu não quero ser de ninguém.

TEXTOIandê Albuquerque (Adaptado)

Partilha
Loading...