Um estudo publicado no jornal médico The Lancet verificou que dar Paracetamol às crianças que levam vacinas de rotina pode diminuir a eficácia da imunização.

Por que o medicamento atrapalha a vacinação?

A pesquisa conduzida por Roman Prymula e colegas da University of Defence, na República Tcheca, e outras instituições europeias analisou o efeito do paracetamol em bebés durante e imediatamente após a vacinação. A medicação é administrada à criança, muitas vezes, para diminuir o risco de desenvolver febre e outros efeito colaterais.

Embora a droga tenha sido claramente bem sucedida na redução do risco de desenvolver febre, também mostrou reduzir a resposta imune à vacina, sugerindo que a imunização seja menos eficaz. Outra curiosidade é que, embora o uso preventivo de paracetamol tenha afetado a resposta imune à vacina, o efeito da droga para baixar a febre existente não sofreu alteração.

Assim, risco de os pais administrarem paracetamol aos filhos para tratar a febre ou sintomas associados à reacção da vacina, como dor e irritabilidade. O estudo analisou uma série de vacinas utilizadas nas imunizações de rotina, incluindo aquelas contra:
  • haemophilus influenza (gripe);
  • difteria;
  • tétano;
  • pólio;
  • hepatite B.

Os bebés foram escolhidos aleatoriamente para receber paracetamol administrado a cada seis a oito horas durante as 24 horas após a vacinação ou para não receber nenhum tratamento com paracetamol.

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Os bebés foram mantidos no mesmo grupo de tratamento para as vacinas de reforço, então, se eles receberam paracetamol para as vacinas primárias, eles receberam novamente para o reforço.

Embora o estudo ainda esteja em andamento, os resultados iniciais indicam que o paracetamol tem efeito sobre a resposta imune e não é recomendado nessa ocasião.

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