Resiliência é levantar quando a vida lixa tudo!

Sobreviver requer paciência e resignação, fé e confiança em nós mesmos, na nossa capacidade de nos reinventarmos, de solucionarmos o que parecia impossível, de vermos refletidamente o mundo à nossa volta, aprendendo e reaprendendo a cada dia.

Constantemente, passamos por situações que esgotam as nossas forças e minimizam os nossos ânimos. Por mais que tentemos escapar, inevitavelmente nos decepcionaremos com as pessoas, seremos rejeitados por alguma paixão, reprovaremos em provas e concursos, seremos preteridos em vagas de empregos ou em promoções em nosso trabalho, choraremos o luto de pessoas especiais, dentre tantos outros reveses pelo caminho.

Estamos sempre preparados para receber o melhor nas nossas vidas, ao passo que fugimos à necessidade de estarmos prontos a enfrentar o avassalamento que certos momentos trarão – e eles virão. Parece-nos ser muito natural expormos os sucessos, as conquistas, tudo aquilo que deu certo em nosso caminho, porém, dividirmos nossos equívocos e fracassos chega a ser quase impossível, uma vez que negar algo parece afastar aquilo de nós. Doce ilusão.

Negar os nossos fracassos não os impedirá de baterem à nossa porta, obrigando-nos a encarar as nossas fraquezas, a refletir sobre o que viemos a fazer das nossas vidas, para que possamos repensar e operar mudanças que nos tornem habilitados a deixar de cometer os mesmos erros. É inevitável despendermos tempo para voltarmos as nossas atenções ao nosso pior, digerindo aquilo tudo e renascendo para novas tentativas, com a mente re-oxigenada.

O tempo ensina a confiar nele e nas verdades que ele sempre nos traz, bem como na infalibilidade da colheita a que todos estaremos sujeitos, de acordo com a qualidade das semeaduras que deixamos pelos caminhos. É preciso que estejamos conscientes de que muito do que sofremos é resultado tão somente de nossas ações, ou seja, agir com vistas às futuras consequências do que fazemos hoje nos poupará de amanhãs dificultosos.

A dor, a revolta e o alquebramento que fatalmente nos invadirão serão úteis, para que esgotemos a nossa tristeza, sorvendo-a até que se esvazie e sejamos preenchidos pela construção paulatina de certezas cheias de esperança, com a ajuda dos amigos, da família, do parceiro, de quem, indubitavelmente, estará sempre conosco, junto, disposto, com acolhimento sincero e sorriso verdadeiro.

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Trata-se de um processo lento, que requer paciência e resignação, fé e confiança em nós mesmos, em nossa capacidade de nos reinventarmos, de solucionarmos o que parecia impossível, de enxergarmos refletidamente o mundo à nossa volta, aprendendo e reaprendendo a cada dia. Não poderemos agir e escolher correctamente o tempo todo, mas poder contar com amor verdadeiro nos apoiando fará toda a diferença nos momentos em que a vida não dá certo. É assim que a gente cresce e é assim que a gente vira gente de verdade.

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