6 indícios de que a 3ª Guerra Mundial está mais próxima do que imaginávamos.

O quão perto estamos de presenciar uma 3ª Guerra Mundial? Se levarmos em conta declarações de autoridades dos países que estão preparados para guerra, ou envolvidos em situações de conflito armado ao redor do mundo, a resposta é: mais próximo do que imaginávamos.

O mundo permanece em estado de alerta enquanto EUA, Rússia, China e Coreia do Norte traçam novas (e destruidoras) rotas no cenário geopolítico.

As opiniões de quem analisa esta realidade não são animadoras. Em entrevista publicada no site Global Research, o especialista em armas nucleares Steven Starr afirmou que “há um perigo significativo de que aconteça um conflito militar entre EUA e a Rússia sobre a Síria ou com a China sobre a Coreia do Norte”.

Já o secretário e diretor executivo do Grupo de Estudo Los Alamos, uma organização que pesquisou os perigos da guerra nuclear, Greg Mello, afirma que, se houver uma guerra nuclear entre os EUA e a Rússia, “todos no mundo morreriam”, devido à potência e os recursos que os dois países e seus aliados dispõem.

Possibilidade de 3ª Guerra Mundial: 6 indícios

EUA preparados para guerra
Durante uma visita de 10 dias pela Ásia, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, afirmou que “a era da paciência estratégica acabou”, em referência à tensão entre o país e a Coreia do Norte.

Trump deixou claro que a paciência dos Estados Unidos e dos nossos aliados nesta região esgotou-se e queremos ver a mudança. Queremos que a Coreia do Norte abandone o seu caminho imprudente de desenvolvimento de armas nucleares; o seu uso contínuo e testes de mísseis balísticos são inaceitáveis”, declarou, segundo a revista Time.

Aviso da China

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi (foto acima), deu entrevista coletiva de imprensa e alertou que, com a tensão geopolítica criada entre EUA e Coreia do Norte, “uma guerra pode acontecer a qualquer momento”.

Ele afirmou que o governo chinês se propõe a mediar o embate, mas pediu que os países parassem de se provocar e ameaçar, “antes que a situação saia do controle”.

Uma vez que uma guerra realmente acontece, o resultado não será nada, mas múltiplas perdas. Ninguém se pode tornar um vencedor”, afirmou Wang Yi, segundo reportou o site norte-americano ABC News.

Mísseis da Coreia do Norte

Num desfile militar, a Coreia do Norte mostrou ao mundo (e aos seus inimigos) um míssil de longo alcance, que poderia cruzar continentes.

Apesar de alguns especialistas afirmaram que o equipamento destruidor poderia ser apenas uma maquete, o líder coreano Kim Jong-Um já divulgou, em outra ocasião, o funcionamento de um foguete intercontinental que preocupou os Estados Unidos.

A Coreia do Sul está ao lado dos Estados Unidos, tanto que o governo norte-americano instalou uma base antimíssel no país oriental.

Maiores bombas: EUA e Rússia

Os EUA lançaram a “mãe de todas as bombas”, o maior artefato não-nuclear do país, no Afeganistão, para atingir um esconderijo do Estado Islâmico.

Para não ficar para trás, a Rússia anunciou que fabricou o “pai de todas as bombas”, uma bomba a vácuo que explode com o próprio oxigénio da atmosfera, em vez de reagentes oxidantes da sua composição.

A exibição das forças russas e norte-americanas, neste sentido, reforça o poderio dos dois países.

Guerra da Síria: caos e poder

A Guerra da Síria é, infelizmente, um palco de dores e de caos. Segundo a ONU, desde 2011, o conflito armado já fez 400 mil vítimas e obrigou 4,5 milhões de pessoas a se refugiarem.

Facto é que os ataques e bombardeamentos na região, muito além das mortes de inocentes, representam instabilidade e oportunidade de intervenção, como a última ação do presidente dos EUA Donald Trump, que mandou lançar mais de 50 mísseis contra Síria.

Num texto opinativo publicado no site Global Research, o economista e analista geopolítico Peter Koenig analisou que esta ação de Trump pode ter sido o pontapé de uma Terceira Guerra Mundial.

Isto porque os EUA justificam a ação como uma resposta ao ataque químico que matou mais de 80 pessoas na Síria, atribuído ao governo local (que, por sua vez, nega a autoria).

Para o especialista, a situação mostra que o governo norte-americano usou a técnica conhecida como operação bandeira falsa; ou seja, identifica falsamente o seu inimigo como autor da barbaridade para, então, poder agir contra ele.

Papel da Rússia

Entender a influência da Rússia na Guerra da Síria é fundamental para traçar o cenário internacional atual e as possibilidades de uma guerra. O país, especificamente, o presidente Vladimir Putin (foto acima), apoia o presidente sírio Bashar al-Assad, por ter interesses estratégicos, políticos e económicos na região.

Dando as costas para a política da União Europeia e dos EUA, a Rússia fortaleceu os seus laços com o Oriente Médio. Acontece que os EUA acusam o governo russo de ter encoberto o ataque químico sírio. O alto escalão de Trump tem dado declarações de que Putin precisa escolher entre o Ocidente ou Assad.

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Apesar de ainda não haver possibilidade de enfrentamento direto, os especialistas e as próprias autoridades russas e norte-americanas afirmam que os países vivem um clima de uma nova Guerra Fria.

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