Tatuagens
Tatuagens

Ter uma tatuagem é algo que actualmente é normal e está na moda. Mas, muito cuidado!

Em 2010 foi publicado um estudo na Alemanha que revela os perigos das mesmas. Segundo a pesquisa, os problemas podem surgir a longo prazo embora não se conheça ainda as tintas que prejudicam o organismo.

De todas as que actualmente são realizadas, entre 1% e 1.5% tiveram algum tipo de infecção bacteriana.

Este estudo chegou à conclusão que 67.5% das pessoas tatuadas revelaram algum tipo de complicação e, em 6% das situações, o problema tornou-se permanente. Apesar dos números só os casos considerados mais graves acabam por necessitar de tratamento médico.

É possível comprovar que as tintas coloridas que são utilizadas são mais propicias a criar uma reacção alérgica. O vermelho, por exemplo ,é a cor que mais reacções negativas provoca ao tatuado. Para já os especialistas desconhecem os motivos “A ausência de testes de alergia confiáveis para as cores das tatuagens continua sendo um problema premente. Principalmente porque essas alergias causam não apenas sérias complicações, mas também uma sensibilidade a corantes têxteis” referem os autores desta pesquisa que foi liderada por Andreas Luch, conhecido Instituto Federal da Alemanha para a Avaliação de Riscos.

Apesar do vermelho ser o que mais alergias provoca os estudos realizados não conseguiram provar atá ao momento o motivo.

[As] tintas e pigmentos utilizados tradicionalmente estão sendo substituídos por corantes que nunca foram usados antes. Essa evolução coincide com o aumento de relatos de reacções adversas”, alertam os especialistas, “e, portanto, representa um desafio para a avaliação e regulamentação do risco das tintas de tatuagem em todo o mundo”. Os autores do estudo alertam que as tintas utilizadas actualmente não têm em nada a ver com as usadas no passado e que “nenhuma” foi avaliada do ponto de vista toxicológico para sua aplicação sob a pele humana. “Os pigmentos foram elaborados principalmente para uso industrial, não para aplicá-los nas pessoas

Entre 2008 e 2013 foi realizado um estudo pelas autoridades de saúde da Suíça a tendo sido encontrados 39 corantes orgânicos diferentes sendo que nenhum dos corantes tenha sido devidamente testado na pele humana. As tintas que agora são usadas contêm metais pesados, e o estudo dessa composição revelou titânio, alumínio, cobre, cobalto, chumbo e cádmio, entre outros.

Além disso, as nano partículas de óxidos de alumínio e de titânio são usadas, por exemplo, para criar efeitos e brilho nas tatuagens. Ainda não existem estudos de como esses produtos actuam sob a pele.

De referir que na Europa existem aproximadamente 100 milhões de pessoas tatuadas sendo que a actividade tatuadora não é devidamente regulamentada.

Os desenhos tatuados geram várias reacções alérgicas que se vão desenvolvendo de forma lente ao longo do tempo.

Outros estudos apontam que 20% das amostras de tinta recolhidas estão contaminadas com bactérias, quer no processo de fabricação ou pela utilização de água contaminada ao serem diluídas.

Na Europa vários países já pediram à Comissão Europeia para legislar esta actividade, visto que os produtos não estão catalogados, nem como medicamentos, nem como cosméticos, logo a regulamentação passa ao lado.

A Comissão Europeia alega que desde 2010 os países têm vindo a tomar medidas para regulamentar as tintas utilizadas, pois representam um grave perigo para as pessoas tatuadas.

Países como a Dinamarca ou Áustria já proibiram a importação de alguns tipos de tintas que contenham elementos tóxicos, de acordo com o site Chemical Watch; 70% dos corantes utilizados na UE são provenientes dos EUA, onde estes produtos não são sequer analisados.

FONTESaúde em Beleza

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