Esse foi o ano que eu mais aceitei. Lembro-me que no último dia do ano passado, fiz uma promessa.  Prometi que viveria com toda intensidade que sou.

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Mal sabia que esse ano seria o mais louco de todos.

Aceitei os finais, aceitei as partidas mesmo quando me doeu para caramba. Aceitei continuar mesmo quando pensei que não conseguiria, aceitei dar os primeiros passos, mesmo quando perdi a direcção. Aceitei seguir o baile, mesmo quando de tanto seguir
não sabia mais em que baile estava.

Esse foi o ano que aprendi que o silêncio do outro também é uma resposta para mim.
Não devo insistir, persistir ou procurar por uma resposta,  às vezes a resposta está ali em forma de afastamento ou silêncio.

Aprendi que por mais que algo esteja bom, as pessoas vão fugir por medo de sentir e eu não preciso insistir que permaneçam. Aprendi que quando alguém se afasta de mim, pode sim ter algum motivo, ou não, algumas pessoas vão fugir de mim, algumas relações vão escorrer entre os meus dedos e não haverá nada que eu possa fazer.

Devo aceitar isso e o mais importante, não me culpar. Esse foi o ano que eu mais cai,
e consequentemente o ano que mais me fez ser forte. Fui solitude, estive só mas não me senti só. Fui resiliência, estive magoado, mas não fraquejei. Fui intenso, mergulhei fundo até onde não deveria.

Mas aqui estou, inteiro, forte e feliz. Sem dúvida foi o ano que eu mais dancei na chuva,
dancei até meus pés doerem,  cantei até me faltar voz.

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Foi o ano que eu mais recebi ”eu amo-te”, foi o ano que mais me fez amar também,
mesmo que algumas vezes, as pessoas erradas.

Esse foi o ano que mais corri, suei, cansei. Agora eu só quero sossegar dentro de mim,
olhar mais pro meu interior, me dar as mãos e mais do que nunca, me namorar.

Partiu 2018 <3

TEXTOIandê Albuquerque (Adaptado)

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