Yulin, uma cidade no sul da China, comemora o solstício de verão com um festival que envolve o abate e consumo de carne canina, com uma média de dez mil cachorros sendo devorados por festival.
Nem todos na China apoiam esta tradição: Yang Xiaoyun, uma professora aposentada de 65 anos de idade, é dona de um abrigo para animais em Tianjin.

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Ela viajou mais de 2.400 km e gastou mais de 7.000 Yuans (quase3.500 reais) para salvar 100 cachorros da morte. A única forma que encontrou para salvar alguns animais deste banquete sinistro foi comprar os animais diretamente dos comerciantes de carne, e impedir que eles fossem massacrados no festival.
Algumas partes da China, principalmente no região Sul, possuem tradições de longa data envolvendo o consumo de carne de cachorro. O Festival de Yulin, este ano, ocorrido no dia 20 de Julho, ganhou grande destaque na mídia internacional.
Foi criada a hashtag #StopYulin2015 para chamar a atenção do público mundo afora para a condenação do festival. Ativistas na China, incluindo Yang Xiaouyun, também participaram do movimento, acusando os organizadores do festival de praticarem crueldade desnecessária e tortura.
As tradições chinesas acerca do consumo de carne de cachorros e gatos estão enraizadas culturalmente, mas aos poucos as opiniões e atitudes começam a divergir rumo a uma mudança de pensamento. Por enquanto é uma polêmica, pois mudanças em uma cultura tão antiga como a chinesa são muito demoradas. Mas é importante vermos que enquanto a discussão toma maiores proporções, já existem pessoas, como esta professora aposentada, que estão agindo como podem para salvar os animais desta barbárie.
Yang Xiaouyun mantém um abrigo para animais chamado Common Home (lar comunitário), e actualmente cuida de cerca de mil animais, entre cães e gatos. Muitos animais resgatados de condições cruéis necessitam de cuidados veterinários, e a própria Yang se encarrega de fornecer a eles as vacinas e curativos que eles precisam.
Essa corajosa aposentada não dispõe de muitos recursos, e alimenta os animais cozinhando pães de milho no vapor duas vezes ao dia. É o que ela consegue, usando o próprio dinheiro e algumas doações que o abrigo recebe. Nos finais de semana, sempre tenta conseguir alguns mimos. Uma linguiça é sinónimo de felicidade para esses bichinhos que enfrentaram uma vida dura antes de serem resgatados pelo abrigo de Yang.

O QUE PODEMOS APRENDER COM YANG É QUE A VIDA SEMPRE VALE A PENA…
Não só a nossa, mas as vidas que pudermos salvar, ou ao menos trazer maior conforto. Seja de pessoas, de cachorros, de gatos. A vida sempre pode melhorar. O mundo precisa de mais ações e de pessoas que acreditem nisso. Essa professora aposentada de 65 anos viajou milhares de quilômetros e gastou milhares de reais para salvar 100 vidas. A recompensa está nas imagens abaixo. E isso amigos, não tem preço.

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FONTEvídeos virais

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