Na América já está a ser usada desde 2012 e agora a Europa prepara-se também para aprovar a medicação que previne a transmissão do VIH. Profilaxia Pré- -exposição (sendo usada a sigla PrEP) assim se chama, mas não é mais do que um comprimido por dia, um dos dois usados no tratamento de uma pessoa já infetada. Só que, neste contexto, é dado numa lógica de prevenção. Como se fosse uma vacina ou uma pílula contracetiva. Vários estudos, publicados em revistas científicas reputadas como o New England Journal of Medicine, atestam a eficácia desta abordagem na prevenção da infeção, com uma eficácia na ordem dos 90 por cento.
Estamos num momento de viragem em que podemos elevar o nível de travagem da infeção a outro patamar”, nota o diretor do Programa Nacional para a Infeção VIH/Sida, António Diniz. “Ao fim de trinta anos, temos de reconhecer que o preservativo não é suficiente, sobretudo para as pessoas que mais precisam dele. Há sempre pessoas que não o utilizam, nem vão utilizar, e a PrEP é a primeira alternativa que temos”, reforça o médico.

França já começou a utilizar esta abordagem, graças a uma autorização especial da ministra da Saúde. Os restantes países europeus aguardam pela aprovação, por parte da Agência Europeia do Medicamento, para a utilização do medicamento numa lógica preventiva.

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Antes de começarem a fazer esta medicação, os candidatos (a quem não se pode chamar de doentes, uma vez que se trata de pessoas não infetadas) são avaliados quanto ao seu nível de risco e capacidade de cumprir o esquema terapêutico, que deve ser acompanhado em consultas a cada três meses. Com este novo aliado, o objetivo agora é que até 2030 o VIH deixe de ser uma ameaça de saúde pública.

FONTEVisão