Muitas vezes, as pessoas ficam com a ideia que só em outros países existem verdadeiros paraísos e esquecem que o seu país de origem – Portugal – é muito mais que maus governantes, medidas de austeridade, clubes de futebol, Lisboa e Porto. Hoje, queremos falar-vos de Passadiços de Paiva.
De norte a sul, incluindo ilhas, muitos lugares são autênticos hinos à mãe natureza que de forma bastante generosa nos dá locais de uma beleza incomparável.
Infelizmente, essas belezas naturais estão quase sempre no mais puro abandono ou são destruídas por pessoas que não sabem respeitar absolutamente nada, esquecendo que tudo que destruírem será a única coisa que irão deixar às gerações futuras.
Quantos países se podem orgulhar de ter uma costa cheia de praias de altíssima qualidade, cidades repletas de história, gastronomia invejável e vinhos da melhor qualidade?
Tudo isto e muito mais está concentrado neste pequeno jardim à beira mar plantado que se chama Portugal, mas não é só nas grandes cidades e nas zonas de praias que é possível encontrar paisagens de cortar a respiração, mesmo ao viajante mais experiente.
Hoje trazemos aqui uma dessas maravilhas naturais que são capazes de nos surpreender a cada instante, onde o contacto com o meio ambiente é permanente e fantástico.
Na região metropolitana do Porto encontra-se o concelho de Arouca com pouco mais de 22 mil habitantes, mas que guarda um tesouro natural.
Este concelho é recortado por vários rios incluindo o Paiva, onde se encontra um passadiço absolutamente maravilhoso.
Este passadiço que serpenteia as encostas do rio foi inaugurado em Junho de 2015 e tornou-se logo de imediato uma enorme atração turística numa zona intocada até surgir este maravilhoso percurso que permite aos visitantes apreciar todo o esplendor da paisagem envolvente. Infelizmente em setembro de 2015 seiscentos metros deste passadiço foram consumidos pelas chamas tendo sido necessário evacuar os visitantes que se encontrava no local naquele triste momento.


Apesar da destruição ficou a promessa de ser recuperado, o que acontecerá em Fevereiro deste ano, mas esta reabertura terá um custo de 1 euro e será limitado a 3500 visitantes dia, uma forma de preservar o ambiente natural e o próprio passadiço.
Ernesto Santos um fotógrafo residente em Vilela, concelho de Paredes, fotografou toda a zona dias antes do trágico incêndio.
Vê as fotos e encanta-te com esta maravilha que temos em Portugal.
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