Existe uma enorme discrepância no aumento das pensões, ou seja, há uma grande diferença na actualização do aumentos das pensões, no ultimo Orçamento de Estado.

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Não há mudanças na lei mas as pensões até 842 euros vão crescer acima da inflação em 2018, à boleia de uma economia mais robusta, e todas as pensões serão atualizadas, afirmou António Costa. Será mesmo assim?

A actualização anual das pensões depende sempre da evolução do PIB e da inflação. A fórmula está prevista numa lei que, depois de vários anos de suspensão, foi retomada recentemente e tem ditado aumentos contidos e reservados a pensões mais baixas.

Tudo indica que todas as pensões sejam actualizadas, algo que não acontecia desde 2009. O primeiro ministro, António Costa destacou estes aumentos nas suas palavras mas, na verdade, é de esperar que estas reformas avancem mesmo que a média do crescimento do PIB não atinja os 2%, ainda que, nesse caso, a actualização seja mais contida.

Neste ano de 2018, o andamento da inflação e o crescimento da economia conseguiram assegurar, de facto, um aumento de todas as pensões.
As pensões processadas pela Segurança Social já começaram a chegar à conta dos beneficiários e o valor já incorpora o aumento estabelecido para 2018.

O que não se entende é como uma pensão de 7500 euros tenha aumentado 238 euros e uma pensão de 250 euros aumentou apenas 1 euro. Como é isto possível? Não deviam as pensões mais baixas terem um aumento mais acentuado do que as pensões mais altas? Algo não está bem, mas também ninguém quer saber e para o senhor primeiro ministro está tudo bem.

aumentos das pensões
aumentos das pensões

Por sua vez, Paulo Portas disse que Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português “deviam corar de vergonha” por um aumento de 0,3% das pensões mínimas e pelo que disseram sobre a coligação no passado em relação a este tema. Paulo Portas recordou:

Lembram-se do que eles diziam quando nós, apesar da ‘troika’, aumentámos sempre as pensões mínimas 1% ou mais, acima da inflação? E eles diziam é uma vergonha, é uma malga de sopa, é um café“. A proposta deste Governo foi aumentar as pensões de 262 euros, que são as pensões mínimas, em 0,3%, enquanto que com o Governo anterior o aumento era 1% ou mais. De acordo com o antigo líder centrista “o nosso aumento eram 37 euros por ano, o deles é 10 euros por ano. O aumento que eles acabam de anunciar, os tais 0,3%, não dá um euro por mês, são mais ou menos dois cêntimos por dia”.

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Os nossos governantes, que normalmente são escolhidos pelo povo português, algo que foi ignorado pela actual governação, não podem permitir que situações como estas continuem a acontecer: pois os ricos cada vez enriquecem mais, enquanto os que verdadeiramente precisam vivem com pensões e reformas miseráveis com as quais vão sobrevivendo e cujos aumentos são diminutos e indignos.

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