Tens cobrado muito de ti mesmo,  talvez não tenhas percebido, mas todas as vezes em que deverias dizer para ti mesmo: tá tudo bem,  tu te auto-sabotaste.

Tu te culpaste porque alguém foi embora, tu te culpaste porque alguém te deixou sem respostas, tu carregaste nas costas um peso de algo que não somava mais na sua vida
só porque não conseguias entender sobre as partidas.

Tens sido muito duro contigo mesmo, e todas as vezes em que poderia te abraçar e acreditar que tudo iria passar,  bateste-te ainda mais.

Quantas vezes tentaste encontrar em si mesmo, uma resposta para explicar a fuga de alguém que amaste,  e no final das contas percebeste que às vezes não importa quanto amor carregues no peito, não importa o quão disposto estás para amar alguém,  é preciso que esse alguém também esteja, porque uma vez ou outra alguém vai ir embora sem te dizer o porque.

E eu sei que é difícil aprender, mas é necessário entender que ninguém é obrigado a ficar
e a gente não precisa se culpar por isso.Podes escolher não te culpar tanto, a partir do ano que vem, ou melhor, podes escolher isso hoje.

Neste momento. Não precisas ser uma segunda-feira, num fim de semana, ou num novo ano para começares a cuidar do que carregas dentro de ti.

Culpares-te não faz bem para alma, sabes? Melhor entender que os finais acontecem, que precisas te reinventar a cada despedida, e não estou a dizer que seja fácil, porque às vezes não é às vezes é difícil.

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Mas precisas aceitar o facto de que: pessoas vem, pessoas vão, pessoas vão bagunçar-te por completo,pessoas vão chegar apenas com o propósito de cuidar e depois vão embora.

Aprende a admirar a vida e encarar a verdade dos finais porque não mereces parar no meio do caminho, não nasceste para te prender aos términos, nasceste para ser liberdade.

TEXTOIandê Albuquerque (Adaptado)

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