A cólica menstrual ou dismenorreia, é uma dor quase tão má quanto a de um ataque cardíaco. Esta declaração foi dada pelo professor John Guillebaud, da Universidade College de Londres, da Inglaterra, em entrevista para a revista digital americana Quartz.

O especialista esclarece que existem dois motivos essenciais para o surgimento da cólica menstrual: a dismenorreia e a endometriose. A primeira é a causa mais frequente das dores nas mulheres, mas ainda não possui uma explicação científica. Contudo, a inflamação do endométrio pode levar a essa sensação de dor, especialmente em pacientes que sofrem de endometriose não diagnosticada – o problema é caracterizado pelo crescimento irregular do tecido que cobre o útero.

Guillebaud faz parte do grupo de cientistas que acreditam que a dor menstrual na dismenorreia é causada especialmente pelas cólicas. Já para o pesquisador Frank Tu, do Sistema de Saúde da Universidade NorthShore, de Illinois, nos Estados Unidos, a condição diz respeito a uma combinação de processos sensoriais, de inflamação intrauterina e de problemas de fluxo sanguíneo dentro do útero.

Em relação aos tratamentos disponíveis, a revista Quartz lembra que são poucas as opções de remédios. Normalmente, um analgésico, como o ibuprofeno, costuma ser indicado, tanto para a dismenorreia quanto para a endometriose. Além disso, o uso regular de pílulas anticoncepcionais, que reduzem o fluxo sanguíneo na menstruação, também ajudam a minimizar os sintomas.

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Especificamente em relação às cólicas decorrentes da endometriose, John Guillebaud esclarece à publicação online que a opção mais usada pelas pacientes é a histerectomia, ou seja, na remoção do útero. “É um preço muito alto para muitas mulheres. Mas, está lá como um último recurso e algumas pessoas realmente precisam fazer isso”, comenta o médico.

O problema é que a histerectomia não significa a cura completa e a dor pode persistir.

FONTEEncontro

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