As contas do santuário de Fátima não são apresentadas há 11 anos e não existem intenções de alterar essa situação. “Apresentamos as contas a quem temos de apresentar…o santuário apresenta contas todos os anos, afirma Carlos Cabecinhas.

A contabilidade é auditada por uma entidade externa e apresentada a quem tem de ser apresentada: ao Conselho Nacional do Santuário de Fátima, que pertence à Conferência Episcopal.”, afirma o reitor do santuário em entrevista hoje publicada pelo “Jornal de Notícias”.

A jornalista questiona se as contas não deviam ser também mostradas aos fiéis, que deixam os seus contributos em Fátima, o reitor do Santuário é taxativo: “não concordo, porque dá a impressão de que é um dever que nos é imposto, quando não é. É uma opção”.

Para o reitor este não é, sequer, um problema moral ou ético. De resto, acrescenta, nem mesmo quem faz uma oferta terá o direito de exigir a prestação de contas, “porque a oferta é, por definição, algo de que me desfaço e entrego. Deixo de ter direito sobre isso”.

O reitor do santuário sublinha que “Fátima é, fundamentalmente, uma questão de fé. E é só ao nível da fé que podemos acreditar ou não. Nunca haverá provas”. Até o chamado milagre do sol, relatado no que teria sido a última aparição, “precisa da fé para ser lido, porque, para quem não acredita, é somente um fenómeno para o qual não há uma explicação”.

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Por fim, a eventual canonização de Lúcia, Francisco e Jacinta. Como para Carlos Cabecinhas “o milagre está provado”, ainda há tempo para que esse passo seja dado em Fátima no dia 13 de maio. A expectativa não esmorece, mas a decisão, diz, será do Papa Francisco.

FONTEExpresso

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