Há uma nova burla na compra de carros que está a ser investigada. É acordado pagamento, mas, em vez de transferência bancária, os burlões usam cheques roubados. Os vendedores só se apercebem depois, quando o carro já está na posse do comprador.

Foi o que aconteceu a Hugo Moreira e à mãe. Hugo queria vender uma carrinha por 13 mil euros. Colocou o anúncio na Internet e surgiu um comprador. Acordados os pormenores da venda, o homem iria de Lisboa recolher o carro em Campanhã, no Porto, e pagaria por transferência bancária.
“Pedi à minha mãe para ir ao banco confirmar se a transferência tinha sido feita. A minha mãe foi ao banco, tirou um extrato bancário, o dinheiro aparecia como saldo contabilístico. Pensei, na minha boa-fé, que estava tudo bem feito e entreguei a chave ao senhor.
O método da burla parece ser comum a outros casos que estão já a ser investigados pelas autoridades. Na impossibilidade da transferência, há um depósito de um cheque. O saldo aparece na conta, mas afinal o cheque é roubado. E, nessa altura, já o carro desapareceu com o alegado comprador.

Neste tipo de vendas, todos os cuidados são poucos. Mas há formas de evitar ser vítima deste tipo de burlas. “Quem vende determinado bem, através de uma plataforma informática, antes de concluir a operação, tem de ter a certeza que o pagamento ocorreu. Para que o pagamento ocorra, ou a pessoa recebe em dinheiro ou, se for através de uma transferência ou depósito bancário, na conta bancária do vendedor, tem de aparecer a indicação de saldo disponível”, alerta o jurista Pedro Marinho Falcão.

Para evitar estas situações segues estes conselhos:

Redes Sociais (Facebook)
Se encontrares uma página no facebook que se proponha a vender produtos, antes de iniciares a compra verifica algumas regras básicas de segurança:

– Confirmar se a entidade é uma empresa ou um particular – procura informações tais como morada, telefone fixo, site institucional ou loja online fora da rede social. Caso a transação corra mal, com este tipo de informações ainda poderás tentar contatar a entidade por outros meios;
– Exije sempre a fatura de compra, pois de outra forma não poderás exercer o teu direito à garantia do produto. Claro que neste caso já terás de ter verificado antes, se a entidade vendedora é mesmo uma empresa;
– Procura por comentários nos posts publicados pela página e desconfia se os mesmos mostrarem muitos comentários eliminados. Desconfia também se uma página não permitir efetuar comentários nos seus posts;
– Verifica se a página não é recente e se tem pelo menos 6 meses de existência. Normalmente as páginas fraudulentas têm um curto período de vida;
– Pesquisa no Portal da Queixa e no Google informações e opiniões de outros consumidores acerca da entidade em causa;

Sites de classificados (OLX, CustoJusto, Standvirtual, etc)
– Realiza a compra pessoalmente para evitar a transação por correio;
– Preferencialmente, efectua o pagamento em dinheiro presencialmente ou em último caso através do Paypal, que possibilita o retorno do valor em caso de não cumprimento do acordo;
– Usa a ferramenta das Imagens do Google – https://images.google.com – para tentar encontrar imagens iguais ou semelhantes. Desta forma é possível verificar se a imagem já foi utilizada noutros esquemas, se foi retirada de outro site ou se pertence a um banco de imagens;
– Solicita os detalhes relativamente ao artigo.
– Desconfia SEMPRE quando o preço de venda é muito abaixo do valor de mercado;

Sites de anúncios de emprego
– Nunca pagues, seja que montante for, para fornecerem ofertas de emprego exclusivas;
– Alguns burlões vendem certificados na Internet para as suas qualificações ou CV, isso não existe;
– Não envies SMS para te enviarem o teu CV para mil e uma empresas, isso nunca irá acontecer;
– Evita encontrar-te com pessoas em apartamentos. Aceita entrevistas em locais públicos ou em empresas com mais pessoas ao teu redor;
– Não aceites empregos à experiência sem contrato. Será um passo para não ser es remunerado;
– Não aceites empregos à distância realizados a partir de casa, com promessas de três mil euros em troca de apenas três a quatro horas de trabalho/dia. Ao aceitares as condições, são solicitados dados bancários do utilizador, que estará a receber dinheiro roubado de outras contas bancárias por parte dos cibercriminosos.

O que deves fazer se fores burlado?
Apresenta queixa num qualquer posto da Polícia de Segurança Pública ou através do site da Polícia Judiciária. Fornece o máximo de informações possível para que a autoridade possa investigar e questionar o site e mais informações do burlão. Se enviaste dinheiro imprime essas transações e leva-as contigo ao posto da Polícia. Quanto mais cedo atuares nessas situações, mais facilmente poderás ter sucesso.

Vê o vídeo e agora já sabes: não te deixes enganar.

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