Eu acompanhei-te nas redes sociais até cansar de ver as tuas fotos nas festas, ao lado de tantas pessoas e ao mesmo tempo sozinho, não era? Perdi muito tempo analisando as tuas ultimas publicações, stalkeando o teu perfil no Facebook só para ver se já tinhas encontrado alguém. Depois que a gente acabou, fiz muita coisa desnecessária porque eu não sabia como seguir em frente sozinha.

Hoje em dia eu consigo rir de tudo isso, é engraçado como eu achava que o meu mundo girava em torno de ti quando na verdade ele começou a girar bem melhor depois que saíste dele.

É engraçado como eu pensei que sem ti eu não conseguiria viver melhor, que eu não conseguiria lidar com a saudade e por isso, a tua ausência me magoaria mais que a tua presença, depois eu consegui entender que quando a gente insiste em manter o motivo da nossa dor, a ferida nunca sara, ela sempre volta a doer.

Às vezes eu pergunto-me como eu pude insistir em te manter na minha vida, sabes? Não foi fácil dizer para mim mesma, todos os dias – inclusive aqueles dias em que eu acordava com saudades e pensava em voltar atrás – eu acordava e dizia para mim mesma: eu não mereço isso.

Independentemente de qualquer coisa que já me tivesses feito eu não deveria voltar porque eu merecia mais. Mesmo que ainda houvesse amor por ti, eu preferi acreditar que tudo isso já não valia mais a pena. Se roubas a minha felicidade em vez de ser o motivo do meu sorriso, não vale a pena.

Por vezes pensei em voltar atrás. Muitas vezes pensei em te dar mais uma chance, e acreditar que de uma vez por todas, iria dar certo. Cogitei a possibilidade de te aceitar de novo, quase abrir as portas do meu peito entrares e bagunçares tudo de novo. Mas segui firme. Foram muitas mágoas. Eu seria burra demais permitindo que entrasses na minha vida de novo.

Perdi as contas de quantas mensagens eu te mandei e tu nem se deste o trabalho de responder, e de quantas ligações recusaste, de quantos tropeços eu levei no meio do caminho tentando insistir em nós e de quantas rasteiras me deste.

Quanto mais parecias não se importar, mais eu insistia em me manter ali. Quanto mais me expulsavas, mais eu tentava me reaproximar. Quanto mais agias como se não me quisesses, eu insistia em acreditar que me querias.

Era tóxico.

Por muito tempo eu desejei que sentisses toda dor que me fizeste sentir, torci para que  encontrasses alguém que brincasse contigo, jogasse todos os seus sentimentos no lixo e descartasse o teu amor, tudo que eu queria era que pudesses sentir o que eu estava sentido.

Queria que alguém tão fingido, mentiroso e egocêntrico como tu, cruzasse o teu caminho e te deixasse em pedaços, só para  tu veres o quanto doía isso tudo. Queria que alguém frio, calculista e egoísta feito tu, entrasse no teu peito só para te bagunçar e te roubar tudo o que roubaste de mim. Deixaste algumas cicatrizes e essas marcas me fizeram uma pessoa rancorosa demais. Hoje não mais!

Deixei te te desejar mal, quando alguém ainda pergunta sobre ti, só consigo rir e me sentir aliviado por ter me livrado. Hoje eu falo do amor como alguém que sente ele dentro de si.

É assim que tenho levado a minha vida, amando-me em primeiro lugar, transbordando-me de mim porque só assim, eu consigo entender o significado de amar alguém.

Também vais gostar destes:
Um dia vai dar certo e tu vais rir-te do que deu errado!
Não deixes partir quem realmente gosta de ti

Acho que não tem como a gente se esbarrar por aí, porque não gosto mais da energia daqueles lugares que ainda frequentas, muito menos as pessoas que estão ao teu redor e que nunca te fizeram bem de verdade. Evolui, cresci, amadureci.

Não te desejo mal e nem espero mais que tu passes pela mesmas coisas que me fizeste passar. Eu quero mais é que sejas feliz, que cresças, amadureças e evoluas também.

TEXTOIandê Albuquerque (Adaptado)

Partilha
Loading...