Um dia desses percebi o quão desinteressado por pessoas eu estou. Não sei exactamente quando isso aconteceu, mas a verdade é que estou com preguiça de conhecer pessoas e só em pensar na possibilidade de me apaixonar de novo, bate-me um cansaço.

Sinto que não tenho mais paciência para iniciar uma conversa, para aceitar um convite,
para trocar números, para enviar uma mensagem e esperar um dia por uma resposta,
para fazer qualquer coisa que seja: CONHECER ALGUÉM.

Acho que conhecer alguém requer um tempo e é esse tempo que eu não quero perder mais,  porque já perdi tanto, sabes?  Pode ser egoísmo da minha parte, podem chamar do que quiserem mas agora eu só quero me tirar para dançar, convidar-me para sair por aí, sozinho,  trocar mó ideias comigo mesmo, falar sobre os meus planos para esse ano
e tocar uns projectos pessoais.

Só quero acordar e sentir que eu ainda estou ali, que me encontrei quando quase me perdi
por amar demais quando me amaram de menos e saber que me tenho a qualquer hora,
não somente para quando me sentir só mas especialmente para quando, por um engano,
achar que preciso de alguém para me sentir perfeitamente completo.

Não quero conhecer ninguém porque conhecer-me está a ser o máximo. Estou num momento tão auto-suficiente que não quero, nem procuro, nem vejo necessidade de ter alguém. Não sei se isso é bom exactamente. Só sei que traz paz.

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E que fique claro: ainda existe amor para caramba aqui dentro e intensidade mas por enquanto, sinto que preciso aproveitar esse tempo com a minha própria companhia da melhor maneira possível. Afinal, chega uma hora que o coração cansa de apanhar, que os braços cansam de velejar a procura de um amor tranquilo, então, a gente percebe que ancorar o peito é preciso.

TEXTOIandê Albuquerque (Adaptado)

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