E pronto, perdeste-a. Perdeste a mulher que te valorizou depois de todas as outras te terem pisado.
Perdeste a mulher que não saiu do teu lado mesmo quando qualquer outra fugiria a sete pés, porque hoje em dia a filosofia não é tentar reparar o que se partiu, é deitar logo fora e comprar novo depois. Perdeste a mulher que te aceitou com todas as complicações, defeitos e erros do passado.
Perdeste uma das poucas mulheres no mundo que têm dois lados, revelando cada um exactamente quando e onde devem. Muitas são as mulheres boazinhas, que querem uma história de amor e lealdade, e ainda mais as mulheres mazinhas, que são pura diversão e vivem cada momento. O problema é que normalmente as primeiras tornam-se aborrecidas e as segundas aborrecem-se de ti. As românticas de mente suja, chamemos-lhes assim, são uma mistura incrivelmente rara. Ela é uma dessas. Porque soube ter postura e paciência, estar em silêncio e dar-te a mão quando alguém que amavas partiu, mas também soube perder toda e qualquer postura naquela noite naquele hotel com aquela lingerie e aquelas palavras que uma senhora com classe não diz.

Mas, no fundo, era isto que querias. Querias perdê-la. Quem deixa de fazer as coisas que fez para a conquistar e a toma por garantida quer perdê-la.
Quem tenta inverter constantemente os papéis para que a culpa de um erro teu vá parar à consciência dela quer perdê-la. Talvez o teu problema tenha sido só um: esqueceste-te do quão forte ela consegue ser.

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Ela é compreensiva, esperançosa e persistente, mas não é idiota, e tudo o que bastou foi aquele clique na cabeça dela. Porque para ela desistir é ridículo, mas mais ridículo ainda é pedinchar amor e saltar oceanos por alguém que por ela nem uma poça salta.