Para os funcionários da seguradora Aetna, vale a pena ter uma boa noite de sono. O emprego vale exatamente US$ 300 por ano.
O projeto recompensa os empregados que dormem pelo menos sete horas por noite devido à preocupação da empresa americana com o impacto da falta de sono na performance dos funcionários.
Quem participa pode ganhar US$ 25 a cada 20 noites em que dormir pelo menos sete horas, até um limite de US$ 300 a cada 12 meses.
No ano passado, cerca de 12 mil dos 25 mil funcionários da empresa participaram, um aumento em relação aos 10 mil de 2014.
Os funcionários podem registar as suas horas de sono automaticamente, por meio de um monitor de pulso que se conecta à rede de computadores da Aetna, ou então inserir manualmente as horas de sono – a empresa confia que falarão a verdade.
Kay Mooney, vice-presidente de benefícios a funcionários da Aetna, diz que o programa de sono é “um dos muitos hábitos saudáveis que queremos que a nossa equipa tenha.” Eles também recebem pagamentos extras por fazer exercícios.
O compromisso da Aetna em garantir que os funcionários durmam o suficiente surge de estudos que alertam que a falta de sono pode afetar de forma significativa a capacidade de trabalho.
Ela calcula que isso chega a uma soma anual de perda de US$ 63,2 bilhões à economia americana.
Enquanto isso, um estudo europeu de 2015 da Rand Corporation diz que “funcionários que dormem menos de sete a oito horas por noite experimentam uma perda de produtividade significativamente maior comparada aos empregados que dormem mais de oito horas por noite em média.

E pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco alertaram, no ano passado, que pessoas que dormem menos de seis horas por noite tem “quatro vezes mais chance de ter uma gripe quando expostas ao vírus“.
Els van der Helm é uma conselheira de sono que trabalha em Amsterdã. Ela já trabalhou com chefes de diversas empresas pelo mundo.
“O sono é importante para que a pessoa pense em soluções criativas, ver processos com clareza e unir as coisas de forma inteligente“, diz.

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Van der Helm diz que, sem dormir o suficiente, as pessoas “perdem sua habilidade para julgar seu próprio desempenho.
Mas e as pessoas que parecem lidar muito bem com uma rotina de trabalho que inclui pouquíssimas horas de sono?
Ying-Hui Fu, professora de neurologia da Universidade da Califórnia em San Francisco, diz que pode haver um motivo genético.
Ela diz que ela e a sua equipa descobriram um gene raro que permite que uma pessoa seja produtiva com quatro a cinco horas de sono por noite. Acredita-se que o gene esteja ativo em 1 a cada mil pessoas.
“Não podes virar uma pessoa que precisa de poucas horas de sono”, diz Fu. “Ou tens o gene ou não tem.”