Será que os homens sabem o que querem? Muitas vezes, quando somos convidados a tomar uma decisão ou escolher entre duas coisas, tendemos a seguir os nossos instintos, o que leva por vezes a consequências negativas.

Trendhim, uma loja de acessórios para homens, curiosa para descobrir mais sobre as contradições entre o que dizemos e fazemos decidiu fazer um estudo de Neuromarketing usando um scanner cerebral (scanner EEG).

O scanner EEG regista a atividade elétrica do cérebro durante um período de tempo com elétrodos colocados na superfície do crânio. Esses padrões da atividade cerebral da pessoa, permitem detetar anormalidades e, no caso deste estudo, ver se existe um vínculo entre o que pensamos e fazemos.

Um exemplo muito usado por especialistas de Neuromarketing é a preferência alimentar dos consumidores.  Numa pesquisa, a maioria das pessoas quando lhes perguntaram ‘Compraria comida orgânica?’ responderam que sim, mas as suas compras contradiziam isto. Nós já fomos todos culpados de prometermos que vamos optar por comida saudável e acabar por encher os nossos cestos com comida de plástico – Mas porque é que fazemos isto?

Isto acontece porque não somos sempre seres lógicos. Para explicar corretamente as nossas ações, temos que levar em conta muitos fatores subjacentes e muitos desses fatores do subconsciente são difíceis de controlar.

A Trendhim teve mais ou menos a mesma abordagem, mas com uma perspetiva diferente: estava curiosa para descobrir se os homens preferiam presentes duros ou moles.

A abordagem é simples, mas como é implementada? Cada participante recebeu um presente duro e um mole, o que permitiu ao scanner registar o que lhes mais agradou. A sua escolha foi feita com base na sua perceção cognitiva. Mas por que escolheram o Presente X em vez do Presente Y? Esta é uma questão que só pode ser respondida pela pesquisa de Neuromarketing.

Antes do scanner ser colocado, perguntaram a cada participante o que eles prefeririam. 66% dos participantes disseram que preferiam presentes duros, mas a análise do scanner indicou que 88% dos participantes tiveram uma forte preferência por um presente mole, o que significa que 50% dos participantes disseram uma coisa e o scanner revelou o contrário. Surpreendido?

homens sabem o que querem

Conheces também alguém que diz uma coisa, mas faz o contrário?

homens sabem o que querem

Outro exemplo de um estudo de Neuromarketing é o de Martin Lindström, que foi baseado nos avisos em maços de cigarros. Os participantes (um grupo de fumadores) foram entrevistados e questionados sobre como os avisos em maços de cigarros os afetam quando eles fumam. Quase todos disseram que os avisos tiveram um efeito preventivo neles.

No entanto, quando os mesmos foram examinados com um scanner EEG, os centros dos seus cérebros, controlados pelo desejo e luxuria, mostraram que os avisos tiveram o efeito oposto. As advertências aumentaram, na verdade, o desejo de fumar.

Nós já vimos alguns exemplos de Neuromarketing, mas em que é realmente baseado?

Quando falamos em Neuromarketing, existem vários aspetos que precisam de ser considerados:

Expressões faciais: O nosso rosto mostra o nosso estado emocional e este pode ser interpretado em dois níveis. Podemos observar mudanças nas expressões faciais (sorrisos, franzir sobrancelhas, etc.…) ou então alterações musculares não observáveis, que normalmente estão associadas a uma resposta emocional positiva ou negativa.

Movimentos dos olhos (Eye tracking): provavelmente um dos fatores mais importantes a considerar em experiências de Neuromarketing. Esta técnica pode ser usada tanto como ferramenta independente assim como complemento doutras técnicas. O movimento dos olhos e a dilatação das pupilas, por exemplo, podem levar a descobrir se alguém está ou não a mentir.

Condução da pele: A condução da pele é uma ferramenta muito importante no Neuromarketing, porque pode-nos dar uma boa perceção da atividade emocional da pessoa em questão. Quanto mais húmida for a pele, melhor conduz eletricidade. Normalmente, mede-se a condução da pele nos dedos.

Respiração e Batimento cardíaco: O nosso batimento cardíaco acalma quando o nosso foco aumento e a nossa respiração acelera quando somos estimulados – detalhes que permitem avaliar concentração e nível de interesse.

Imagem de Ressonância Magnética Funcional (fMRI): Esta técnica é usada principalmente por investigadores porque dá uma análise precisa do cérebro. É um processo que mede o ferro no sangue e permite os cientistas registar o fluxo sanguíneo e indica emoções.

Electroencefalografia(EEG): Provavelmente a técnica de Neuromarketing mais popular devido a custos relativamente baixos (em comparação com fMRI e Eye Tracking).

Independentemente da técnica ou abordagem utilizada no Neuromarketing, os resultados das experiências não variam (ou pouco). O nosso cérebro tende a contradizer as nossas decisões, de uma forma ou de outra.

Escrito por Sara Nunes

FONTETrendhim


 
Partilha