Uma hospedeira deu a vida para salvar passageiros de um atentado terrorista.

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Hoje em dia, com o número de ataques terroristas a aumentar, a quantidade de heróis que surgem nessas tragédias também cresce. É o caso de Neerja Bhanot.

Neerja nasceu em setembro de 1963, em Chandigarh, na Índia, e logo se destacou pela beleza. Ela iniciou uma carreira de modelo aos 18 anos, aparecendo em vários encartes de lojas de varejo do país. Porém, tudo estava para mudar quando, em 1985, a empresa aérea Pan Am escalou apenas indianos para actuarem como comissários de bordo no voo que ia da Índia para Frankfurt, na Alemanha. Neerja foi uma delas.

Na época, ela estava com 22 anos e foi para Miami fazer um treino. A carreira de hospederia não durou muito, entretanto, já que, em 5 de Setembro de 1986, dois dias antes de completar 23 anos, Neerja foi morta num sequestro – não sem antes salvar a vida de quase todos os passageiros do avião.

Neerja conseguiu notar a movimentação estranha e enviou um recado à tripulação da cabine de comando da aeronave, que conseguiu escapar através de uma escotilha e impedir que o avião tivesse condições de ser pilotado.

Seguiu-se, então, um sequestro que durou quase 17 horas. Logo no começo, os terroristas identificaram um passageiro indiano recém-naturalizado americano, levaram-no até a porta do avião e lá o acertaram com um tiro na frente de todos.

Dentro do avião, ela assumiu o controle das negociações por ser a comissária de bordo mais experiente. Foi ela quem deu a dica para o piloto e o copiloto escaparem logo no começo do sequestro. Depois, quando os terroristas resolveram matar os passageiros norte-americanos, Neerja colocou a sua vida em risco ao recolher o passaporte de todos, mas esconder os que tinham essa nacionalidade.

Hospedeira deu vida

Isso irritou ainda mais os sequestradores, que ficaram sem poder identificar aqueles que seriam os seus primeiros alvos. Neerja, aproveitando um descuido, entregou aos passageiros sentados perto da saída de emergência uma revista que trazia escondida as instruções para abrir a porta de emergência.

Perto do final do sequestro, os terroristas estavam a ficar sem munições e o fornecimento eléctrico da aeronave foi desligado por Neerja. Um dos sequestradores explodiu uma bomba gerando o caos necessário para a hospedeira agir: ela abriu as portas de emergência e ajudou o maior número de passageiros a escapar – apenas 20 morreram.

Hospedeira deu vida
Sequestradores

Neerja poderia ter sido a primeira a deslizar para liberdade, mas ela enfiou-se na frente dos terroristas quando eles atiraram em três crianças norte-americanas. A comissária de bordo morreu, mas conseguiu salvá-las.

Outros 100 passageiros ficaram feridos, e os criminosos foram rendidos após a munição acabar.

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Pela sua coragem e bravura, Neerja tornou-se a primeira mulher a receber a condecoração da Índia. Com o dinheiro do seguro, a família criou o Neerja Bhanot Pan Am Trust, que premia, anualmente, comissários de bordo de todo o mundo que agem além do que é esperado deles.

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