Pesquisas apontam que drogas como a psilocibina (presente em cogumelos alucinógenos) e o LSD podem ajudar na cura da depressão. Cientistas relataram em um artigo recente publicado na revista Scientific Reports que o LSD é capaz de redefinir conexões que causam problemas de saúde mental.

Alguns exemplos de doenças que podem ser amenizadas ou curadas são depressão, desordem por uso de substância e desordem de stress pós-traumático. Segundo os autores, a oportunidade de “reiniciar” o cérebro pode mudar a vida de pessoas que vivem com doenças mentais crónicas.

Pesquisas recentes realizadas no Conectoma – um mapa teórico de todas as conexões do cérebro – indicam que as doenças mentais decorrem de padrões incomuns de conectividade. Sendo assim, o potencial de cura das drogas psicodélicas vem da habilidade delas de alterar essas ligações.

Os autores realizaram um estudo com 12 participantes que usaram LSD e placebo. Sob a influência do LSD, os cérebros dos indivíduos demonstraram uma harmonia de ondas funcionais em várias áreas e de uma forma não aleatória.

LSD pode ajudar na cura da depressão
LSD pode ajudar na cura da depressão

Readaptando o cérebro
Eles chamam isso de “expansão do repertório”, sugerindo que as áreas cerebrais sob a influência do LSD tornaram-se conectadas a outras áreas com as quais elas geralmente não trabalham.

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Prescrição médica
Embora o processo de reorganização tenha desacelerado à medida que os efeitos do LSD desapareceram, os pesquisadores descobriram que algum grau de reorganização persistia no cérebro dos participantes, muitas vezes se traduzindo em alívio de sintomas angustiantes de doenças mentais.

É claro que, antes que os médicos comecem a pensar em prescrever o LSD para tratar doenças mentais, os pesquisadores primeiro devem determinar o que exactamente a reorganização neurológica que ocorre durante a experiência psicodélica implica, quanto tempo ela dura e, talvez o mais importante, como isso altera a experiência subjectiva de uma pessoa muito depois de os efeitos da droga diminuírem.
FONTEMegaCurioso

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