Carme Chacón fez um último discurso três dias antes de morrer e as suas últimas palavras em público transformaram-se no seu testamento: “Não sacrifiquem a maternidade pelo trabalho, ninguém vos vai agradecer por isso”.

Carme Chacón tornou-se num símbolo da luta pela igualdade de género em Espanha, por ter sido a primeira mulher nomeada para o cargo de ministra da Defesa. Enquanto ocupou um cargo que até então sempre tinha pertencido a homens, Chacón protagonizou momentos que ficarão para a história das mulheres na política em Espanha: exemplo claro disso é a icónica fotografia da governante, grávida de sete meses, a passar revista às tropas no Afeganistão.
Foi assim até ao fim da vida. Carme Chacón morreu este domingo, mas apenas três dias antes tinha feito um discurso emotivo em Miami sobre o papel das mulheres na política, numa iniciativa promovida pelo Centro Cultural Espanhol de Cooperação Iberoamericana de Miami.

No curto discurso, que o El Español publicou na íntegra, Chacón refletiu, perante cerca de 70 pessoas, sobre a sua vida, a sua experiência na política e deixou conselhos a mulheres e a homens. Uma mensagem quase profética, poderá dizer-se.

O jornal escreve que este discurso, proferido “menos de três dias antes da sua repentina morte, converteu-se, sem ela o saber, no seu testamento”. Recordamos algumas das principais passagens daquele discurso.

Também vais gostar destes:
Cadela demonstra instinto maternal na hora do seu salvamento.
Foto de bebé sorridente logo após cesariana encanta a internet.

Sobre a maternidade e os direitos das mulheres:

Se quiserem ser mães, não sacrifiquem a vossa maternidade pelo trabalho. Ninguém vos vai agradecer por isso. O mesmo para os homens. Desfrutem. Podem fazer-se, sem dúvida nenhuma, ambas as coisas.”
Como disse Giaconda Belli: “Não há nada mais poderoso do que uma mulher. Tem mais poder do que o músculo. Tem mais poder do que as armas. Não há nada mais poderoso do que uma mulher, porque tem por detrás o poder da Igualdade. Tem por detrás o poder de todas as mulheres.

FONTEObservador