Os médicos são umas bestas!

Os mandriões dos médicos são umas bestas. Não passam de uma classe privilegiada e sem escrúpulos.

Primeiro, aventuram-se num curso de seis anos — cambada de sádicos, que só querem gastar dinheiro aos pais e fingir que queimam pestanas; depois, como se acham mais que os outros, fazem outros quatro no mínimo para serem especialistas.

Essa classe da treta, nascida em berço de ouro, em vez de ser imparcial e isenta, manifesta-se. Mania que são mais que os outros. Mania de estudar mais anos, trabalhar mais horas, ganhar mais, deixar tudo para mais tarde — amizades, amores, filhos, férias — quando houver tempo.

A maior parte dos meus amigos, esses prevaricadores, têm 30 anos e moram com os pais ou dividem casa com amigos. Bando de chupistas! A viverem esse sonho que é ser trintão e não poder ter casa própria. A maior parte conduz carros com matrícula antiga ou partilha os transportes públicos com a fina flor do entulho. Cambada! É só para se exibirem, esses senhores doutores, e mostrar o telemóvel topo de gama.

Não pode ser! Tem que se pôr travão nestes gajos. É ensiná-los que ser médico não é uma profissão e sim um estilo de vida. Fazê-los perceber que a opinião pública ouve na diagonal. Independentemente do bom trabalho que fazem quotidianamente. Façam-nos ver que isso de estar sempre disponível, dia e noite, feriado ou férias, e de trazer trabalho para casa é coisa expectável.

A responsabilidade (e o privilégio) de cuidar daqueles que amamos é vossa, seus preguiçosos. Ninguém tem culpa e muito menos pena que vocês sejam os últimos a casar, aqueles que mais se divorciam e os que nunca conseguem ir buscar os filhos à escola.

Ninguém quer saber se vocês passam mais tempo com a família dos outros do que com a vossa, e se sonham com casos clínicos. O que é que interessa se a vossa luta é por melhores condições de trabalho? Nunca vos ensinaram que a necessidade aguça o engenho?

Realmente, nós médicos somos umas bestas. Qualquer pessoa com juízo não se metia nisto. Os que se metem, bestas ou bestiais, têm de aprender a lidar com a ingratidão e ignorância dos outros. Seremos para sempre uma classe privilegiada. Abdicamos de tanto, todos os dias, para poder ajudar aqueles que nos criticam e ainda temos prazer nisso.

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Que bando de sádicos, ressabiados e manhosos. E que orgulho em fazer parte desta classe de bestas!

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