Micro-ondas
Micro-ondas

O  micro-ondas tem sido um pilar da sociedade por 30 anos, praticamente transformando a forma de vermos a comida. Mas, apesar das suas maravilhas, a questão que tem sido evitada permanece: os fornos micro-ondas seriam a opção mais saudável de cozinhar? A resposta é, obviamente, não! Existem opções disponíveis muito melhores que garantem que os nutrientes permaneçam na sua comida.

Esse elctrodoméstico é uma forma de radiação não ionizante. Por uma questão de contraste, a radiação ionizante altera a natureza eletromagnética de átomos, ou os ioniza. Isso altera a forma como eles interagem com outros átomos e moléculas ao seu redor. Raios X, radiação gama e de medicina nuclear (utilizada em tomografias computadorizadas e mamografias) são tipos de radiação ionizante.

O alimento está a ser electrocutado por ondas de calor de alta frequência, e algumas pessoas argumentam que essa radiação pode ser prejudicial para a saúde.

Um estudo realizado pelo Dr. Hans Hertel explorou como alteram a estrutura molecular dos alimentos e mostrou os efeitos desse alimento sobre o corpo humano.

No seu estudo, Hertel descobriu que os indivíduos que consumiram os alimentos preparados naquele electrodoméstico experimentaram uma diminuição nos níveis de colesterol HDL, reduzindo o número de glóbulos vermelhos e de células brancas no sangue.

Infelizmente, não há estudos realizados desde então para replicar as descobertas. Por isso seria difícil chegar à conclusão de que, de facto, ele fazem mal à saúde. Ainda assim, existem outras opções de cozinha que podem ser muito melhores para manter a qualidade nutritiva dos alimentos.

Eles cozinham a comida em temperaturas muito altas num período muito curto de tempo. Isso resulta em uma grande perda de nutrientes para a maioria dos alimentos, em particular vegetais. Nossos alimentos também são vítimas de perda de nutrientes quando são fervidos, fritos ou assados. Vegetais de ebulição, por exemplo, absorvem a maioria dos nutrientes (incluindo antioxidantes) na água.

A melhor opção para os legumes é o cozimento, resultando em uma menor perda de nutrientes. Refogar a temperaturas baixas também é uma opção viável, que retém mais nutrientes do que preparados ao micro-ondas, por ebulição ou fritos. É importante que a maioria da dieta seja crua, com alguma gordura adicionada para ajudar a absorver as vitaminas lipossolúveis (A, D, E K), garantindo um elevado nível de ingestão de nutrientes.

Quando se trata especificamente dos fornos micro-ondas, os danos ao alimento em si não são a única preocupação. Muitos alimentos são processados no forno, e na sua embalagem há uma variedade de produtos químicos.

Os produtos químicos encontrados em muitos desses recipientes incluem benzeno, tolueno, politereftalato de etileno (PET), xileno e dioxinas (cancerígenos conhecidos). A temperaturas elevadas, é provável que esses compostos sejam absorvidos pelo alimento, sendo que o seu consumo constitui um risco elevado para a saúde.

Além do mais, os produtos químicos presentes nos alimentos também são motivo de preocupação.

O BPA interrompe a actividade hormonal normal, podendo causar também infertilidade, baixa libido, doença cardíaca, perturbações mentais, alergias, pressão arterial elevada e ganho de peso.

O simples facto é que, quando usas esse electrodoméstico, recebes muito mais do que o alimento que comes.

Ao longo dos últimos 30 anos, a ciência já percorreu um longo caminho para entender como eles afectam proteínas, antioxidantes e o conteúdo total de nutrientes dos alimentos. Nós também aprendemos como muitas toxinas inundam a nossa comida quando preparadas em certas embalagens. Actualmente, raramente nos surpreendemos por esses perigos.

Em vez de utilizar esse elcetodoméstico, tenta manter os alimentos crus como aspecto principal da tua dieta e prefera formas mais tradicionais de preparo. Pode não ser mais prático, mas pode ser muito mais saudável!

TEXTOSaúde curiosa
FONTEJornal Ciência

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