“Não morreria por ninguém, mas sim para salvar alguém!”

“Não morreria por ninguém, mas sim para salvar alguém!”. A vida é o nosso bem mais preciso. É uma oportunidade única que nos é dada e pela qual só passamos uma única vez.

É o nosso legado e nem sempre aproveitamos da melhor forma esta chance. Perdemos tempo com coisas nefastas que apenas distanciam o nosso coração e o nosso foco do essencial: ser feliz! Afinal andamos cá ou somos colocados neste mundo para quê?

Não, não é apenas só mais uma pergunta existencial! É essencialmente um momento de reflexão. Porque se as coisas fossem devidamente planeadas com antecedência e de acordo com os valores que os nossos antepassados nos transmitiram, esta sociedade não estaria assim: completamente “rota”, perdoem-me o calão.

Cada vez mais vivemos para o culto do que é belo, para o egocentrismo (já para não falar do completo egoísmo), ou seja, para aquilo que supostamente é socialmente aceitável, como se tratasse de uma regra.

É incrível como em tão poucos anos este país caiu nesta completa decadência moral. Não quero com isto dizer “ah e tal, antigamente é que era”, não é isto que pretendo. Só gostaria de voltar a ver mais humanidade, mais altruísmo, mais amizades verdadeiras e sinceras, mais abraços e menos julgamentos.

Se foges da suposta regra, estás literalmente tramado. Pecas por fazer e também és julgado e condenado se não fizeres. Afinal como é minha gente? Vocês entendam-se! Hoje acordam e dizem que é assim, passados 15 minutos já é o contrário? Sejamos concisos e concretos. Adoro pessoas verdadeiras, que dizem na tua frente o mesmo que dizem de ti nas tuas costas ou quando não estás presente.

Não gosto de pessoas falsas e com falta de carácter, que se adequam consoante a situação e se inclinam para quem tem supostamente mais poder. Temos o direito de mudar de opinião, aliás, considero que temos demasiados direitos e acabamos por nos esquecer dos nossos deveres. Mas isto já é para outra oportunidade, não pretendo divagar e fugir ao essencial.

Ultimamente nem consigo ligar a TV! Só ouço barbaridades, por isso prefiro manter-me no meu canto e sair à rua. Um simples passeio torna-se uma verdadeira experiência social, principalmente em locais onde não me reconhecem. Adoro! Adoro ver gente a sorrir e com vontade; adoro gente simples mas com tanto para oferecer; adoro gente de sorriso fácil e palavras concertantes; adoro gente que não se preocupa com julgamentos, nem com aquilo que os outros possam pensar; adoro gente que vive e aproveita cada momento, não como se fosse o último, mas com a intensidade que o momento exige; adoro gente que não pisa, não reclama, não se sente superior ao outro por ter um estatuto ou nível de vida melhor; adoro gente que luta diariamente nesta verdadeira selva para colocar comida na mesa; adoro gente que faz das “tripas” coração para ser feliz e fazer feliz quem as rodeia; adoro gente que sabe verdadeiramente SER HUMANA!

Seríamos tão mais felizes, se simplesmente deixássemos de complicar as coisas. Experimenta descomplicar e simplificar a tua vida, verás que será uma experiência verdadeiramente elucidativa. 

Um tema que tem acompanhado a nossa atualidade é a eutanásia!

Não se preocupem que não vou esmiuçar ainda mais o tema, já chega. A sociedade está dividida, é verdade, mas não esteve sempre? Quem não é a favor não se preocupe, se não for essa expressamente a sua vontade no dito “fim”, ninguém o vai decidir e fazer por si. Costumo ter muito cuidado com os meus atos porque a lei do retorno é infalível.

Não vou expressar aqui a minha opinião pessoal nem quero julgamentos, porque cada um é livre de decidir e ter opinião sobre o que bem entender. Sou a favor, sim, mas da liberdade de escolha, da liberdade individual de cada um. Porque a minha liberdade termina quando começa a tua e eu respeito muito todo o ser humano, independentemente das suas convicções religiosas, da sua cor partidária, da sua família, nem mesmo da sua raça ou cor de pele.

Se estamos todos cá, todos merecemos o mesmo tratamento: e esse tratamento chama-se RESPEITO! Uma palavra simples mas que faz toda a diferença.

Ultimamente tenho-me dedicado à pesquisa sobre o testamento vital e posteriormente escreverei mais sobre este assunto e com toda a atenção que exige. No entanto, tenho uma de muitas certezas na vida: “Não morreria por ninguém, mas sim para salvar alguém!”.

Com esta expressão quero apenas dizer que não seria capaz de cometer suicídio e já tive fases complicadas na minha existência, passou-me pela cabeça mas nunca fui capaz de o fazer, não por ser cobarde, mas porque amo demasiado a vida.

Penso que é necessária uma coragem enorme para colocar termo à vida, mas também considero que não se resolvem problemas por esta via, nem por outras como a violência ou homicídio.

Por outro lado, se a minha vida já não tivesse sentido, ou seja, se estivesse em estado vegetativo, sem previsões de melhorias ou em morte cerebral, se com a doação dos meus órgãos pudesse salvar outras vidas a vivenciar o que eu já tive oportunidade de vivenciar… assim não me importava de partir e de partilhar o melhor de mim em prol de outras vidas que teriam outra chance de abraçar os seus familiares, de mudar mentalidades, de quebrar barreiras, de experienciar o que não tiveram oportunidade de fazer, de cumprir promessas, de continuar a viver!

Independentemente de tudo, não precisamos de julgamentos sociais nem morais! Precisamos de viver e de aproveitar esta vida! Porque não teremos outra nem outra oportunidade para a viver.

A vida é demasiado curta para perdermos tempo com futilidades! Por isso, aproveita enquanto por cá andas. Não sobrevivas apenas, vive e desfruta o que vida tem para te oferecer. Hoje estamos cá mas amanhã já não sabemos.

Este texto foi escrito por uma amiga e enfermeira de profissão, por quem tenho uma enorme estima. Obrigada Adriana Duarte pela tua dedicação enquanto profissional de saúde. Qualquer pessoa que esteja nas tuas mãos, estará com toda a certeza bem entregue. Obrigada também pela pessoa magnifica que és. Transbordas bondade e altruísmo no coração.

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