Muitos adultos acreditam que atirar o bebé ao ar, irá trazer somente diversão para o pequeno, já que ele dá gargalhadas com a “brincadeira” Mas não é nada segura, pois pode trazer danos graves à saúde da criança.
Nos primeiros anos de vida, a cabecinha do bebé ainda é desproporcional ao resto do corpo, o pescoço é mole pois os músculos ainda não foram desenvolvidos por completo.
Por esses motivos, movimento bruscos pode ser prejudicial já que ele realiza um movimento extremo de aceleração e desaceleração da cabeça, podendo assim ocorrer graves lesões cerebrais, ou até mesmo o falecimento.
Além do risco de hemorragias cerebrais e oculares, podem ocorrer convulsões, vómitos, letargia, retardo mental, problemas motores e até paralisia e dificuldade de aprendizagem. Isso é conhecido como Síndrome do Bebé Sacudido (SBS). De acordo com pesquisas, de 25% a 30% das crianças portadoras de SBS morrem, e apenas 15% saem sem sequelas.
Todas as crianças possuem um espaço entre o crânio e o cérebro, para que a massa encefálica se desenvolva e cresça durante a infância. Um bebé que é sacudido, pode ter o seu cérebro inchado. A SBS pode ser um sinal de maus cuidados dos pais, que chacolham o bebê violentamente. Há casos, que os factores podem ser alcoolismo, stress ou pais muito jovens.

Portanto, sê cuidadoso. Não exponhas o teu filho com brincadeiras que podem ser prejudiciais. Trata-o sempre com carinho e delicadeza.

Deslocar ossos
pais

Trata-se de uma lesão bastante comum na criança entre 18 meses e 04 anos de idade. Nesta faixa etária o cotovelo da criança não está ainda bem formado e apresenta muita frouxidão ligamentar. O cotovelo é uma dobradiça formada pelo encontro do osso do braço (úmero) encaixado em um osso do antebraço (ulna). No antebraço existe outro osso (rádio), localizado no lado do polegar, e no cotovelo ele interage com a ulna para realizar a rotação do antebraço (chamada de movimento de prono-supinação). A cabeça do rádio é presa na ulna por um ligamento que a envolve como um anel (ligamento anular). Se ocorre uma tracção no rádio para longe do cotovelo ocorre lesão do ligamento anular (que é fino nesta faixa etária) e deslocamento da cabeça do rádio do encaixe no osso vizinho.

SINTOMAS

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A criança começa a chorar e mantém o braço parado ao lado do corpo com a palma da mão virada para trás. Recusa a levantar o braço acima da cintura que causa desconforto e não usa a mão deste lado (se tentasoferecer algo, por instinto ela apanhará com a outra mão). Tem dor quando tentamos “rodar”o antebraço. Ela até para de chorar mas mantém o braço imóvel ao longo do corpo para grande apreensão dos pais.

CAUSAS
A causa da lesão pode ser óbvia, como quando os próprios pais puxaram a criança pelo braço, mas em algumas circunstâncias pode ser obscura; a criança não sabe contar aos pais o que ocorreu e a babá afirma que a criança caiu…
Muitas vezes é uma combinação do movimento da criança e de um adulto. A criança atira-se ao chão e um adulto tenta levantá-la pela mão (levanta-a segurando por baixo dos braços).
*Evita brincadeiras de balançar a criança segurando-a pelas mãos e girando-a.
*Não deixes uma criança pequena passear um cão, pois ele pode puxá-la com força.
*A criança está segura pelo braço quando sofre uma queda súbita.
*Segurar a criança pela mão para ela não sair correndo, puxar a criança quando estamos andando de mãos dadas e estamos com pressa (lembrar que o passo da criança é menor).
*Algumas dessas situações são possíveis de prevenir, outras não, mas o que importa é tentar sempre oferecer a segurança para nossos pequenos!

O QUE FAZER?
Leva a criança para o hospital o mais rápido possível. Um médico Ortopedista irá determinar se não há fractura ou danos mais graves.
Em geral, não há dor à palpação do cotovelo e nem inchaço. A radiografia não é necessária se não há sinais de fratura no exame físico, pois na pronação dolorosa a radiografia aparece normal apesar do deslocamento do rádio.

TRATAMENTO
Após acalmar a criança e os pais e estabelecer uma relação de confiança, o médico realiza uma manobra, chamada de  redução , que é  bastante simples, sendo realizada no consultório, sem necessidade de qualquer anestesia.
É realizada rodando o antebraço para colocar a mão virada para cima e depois flectindo o cotovelo enquanto segura o braço – pode sentir um click (isto pode causar um breve desconforto, mas  em geral a criança recupera  rapidamente a movimentação do braço). Pedimos para os pais aguardarem na recepção por uns 15 minutos e na reavaliação a criança já está utilizando normalmente a mão. Habitualmente não há necessidade de nenhum tipo de imobilização ou fisioterapia após a redução, porém algumas crianças permanecem com desconforto, mesmo após a redução, talvez pelo cotovelo ter sofrido o deslocamento e machucado o ligamento. Nestes casos imobilizamos com tala gessada, prescrevemos medicação para dor e reavaliamos em 03 dias. Algumas crianças têm maior predisposição a esta lesão e os episódios podem ser recorrentes. Isto não é motivo para preocupação, pois as lesões devem cessar com o crescimento da criança, não deixando nenhuma sequela.

Prevenção:
Evita puxar a criança pelas mãos conforme explicado anteriormente, especialmente se esta já tem história de pronação dolorosa. Neste caso orienta também a educadora, os parentes e as outras pessoas que terão contacto com a criança.

FONTEFaz de conta que sei