O Presidente da República Cavaco Silva diz que os portugueses estão hoje a sofrer as consequências de “uma vida fácil”.
A crise requererá muito tempo. Devemos romper o círculo vicioso. Temos uma recessão e o desemprego aumenta rapidamente. Ando muito preocupado com a coesão social, com o desemprego entre os jovens, com o perigo da exclusão social dos pobres. A nossa resistência vai ser muito posta à prova em 2012″, defende o chefe de Estado, numa entrevista ao diário “Financieele Dagblad“.

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O Presidente da República lamenta a forma como o país negou as consequências da impossibilidade de ter uma política de taxas de câmbio. “Fomos, portanto, demasiado negligentes.”
Ele considera que os portugueses tiveram “uma vida fácil” quando o país entrou na Zona Euro e que houve excessivo investimento em bens não transaccionáveis. O Presidente da República lamenta ainda a maneira como o país negou as consequências da impossibilidade de ter uma política de taxas de câmbio.

Refere, por outro lado que os portugueses têm demonstrado “grande responsabilidade patriótica”.

“Não se pode falar somente de sanções e cortes”, sendo necessária uma estratégia para favorecer o crescimento em Portugal e também na Europa. Caso contrário, alerta, “os encargos serão insuportáveis”. refere.
Cavaco Silva considera ainda que seria um “verdadeiro desastre” o fim da Zona Euro, pois implicaria um regresso ao proteccionismo.

FONTESapo.pt


 
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