Avanço revolucionário na ciência: pesquisadores conseguem neutralizar gene que causa Alzheimer!

Anos de batalha contra a doença de Alzheimer, mas cientistas conseguiram identificar e neutralizar gene que é responsável pela doença. De acordo com pesquisadores da organização de pesquisa biomédica do Instituto Gladstones, Estados Unidos, essa é a primeira vez na história da ciência que um gene ligado, fortemente, à doença de Alzheimer é neutralizado em células cerebrais.

Após detectá-los, os cientistas desligaram a proteína que está associada ao gene apoE4, este é responsável em danificar as células nervosas, resultando na demência. Para os pesquisadores que participaram desse estudo, essa descoberta vai abrir o caminho para que o tratamento contra a doença seja eficaz, interrompendo o problema para sempre.

Alzheimer é uma doença que afeta milhões de pessoas

A doença de Alzheimer afeta, só nos Estados Unidos, cerca de 5,5 milhões de pessoas e por isso os pesquisadores decidiram aprofundar no estudo para descobrir o tratamento mais eficaz.

De acordo com os cientistas, ter uma cópia do gene apoE4 duplica o risco do indivíduo desenvolver Alzheimer. Já as pessoas que possuem duas cópias desse gene têm o risco elevado para 12 vezes. A estimativa é de que uma a cada quatro pessoas tenha o gene apoE4 em todo o mundo.

Foi então que eles entenderam que “desligar” esse gene iria deter de vez a doença. Então, os pesquisadores de São Francisco analisaram as células nervosas que foram doadas por pacientes portadores de Alzheimer e que tinham duas cópias do gene apoE4.

Os cientistas compararam essas células com as que não produziram o gene e os resultados apontaram que a presença do apoE4 era capaz de causar danos cerebrais. Com isso, chegaram a conclusão de que esses danos podem ser evitados com a neutralização do gene, bloqueando o surgimento da doença de Alzheimer.

Qual a eficácia dos resultados dessa pesquisa?

O composto responsável em desligar a proteína por trás do gene apoE4 passou por testes apenas em células no laboratório. Os pesquisadores ainda estão trabalhando para que a substância seja melhorada para então ser testada em pacientes que sofrem de Alzheimer.

De acordo com Yadong Huang, autor principal dessa pesquisa, os medicamentos contra a doença que foram desenvolvidos dentro dos últimos 10 anos, geraram uma enorme decepção para os cientistas.

Das drogas desenvolvidas, só funcionam perfeitamente em testes realizados em ratos, porém, todas elas falharam em testes clínicos até agora. Para os pesquisadores, é fundamental entender até que ponto pode-se confiar que esses modelos de ratos imitam as doenças em humanos.

Cientistas preveem que Alzheimer será uma doença “administrável”

Para cientistas, doença de Alzheimer será administrável, ou seja, futuros tratamentos serão possíveis antes que a pessoa desenvolva essa condição, prevenindo os sintomas até que eles se revertam.

Michel Goedert, professor da Universidade de Cambridge e que estava envolvido com a descoberta das placas protéicas no início da doença, compara o Alzheimer com o HIV, ou seja, a doença ainda está lá, porém, será contida ou reduzida por tratamentos.

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Cada vez mais surgem novas pesquisas para diagnosticar o Alzheimer na sua fase inicial e isso é positivo para toda a população, já que as drogas podem falhar devido ao fato de serem tomadas tarde demais, ou seja, quando a doença já progrediu.

Por hora, os pesquisadores querem aprofundar os testes para que seja iniciado nos humanos e se mostre eficaz no combate à doença.

TEXTOAndréia Silveira

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