Quando uma pessoa morre, o seu cérebro ainda tem 7 minutos de actividade. Nesse tempo, a pessoa revê suas memórias em uma sequência de sonhos.

Há apenas um grupo de pessoas que realmente sabe o que acontece quando se morre: os mortos, mas como eles não irão revelar os seus segredos tão cedo, cabe aos cientistas a tarefa de tentar explicar o que acontece quando uma pessoa morre.

Como a vida, a morte é um processo. A primeira etapa deste processo é conhecida como morte clínica, que dura de quatro a seis minutos. Começa quando uma pessoa pára de respirar e o coração deixa de bombear o sangue, mas durante esse tempo, pode haver oxigénio suficiente no cérebro para que não ocorra alguma lesão permanente.

Na segunda etapa da morte, conhecida como morte biológica, as células do corpo começam a degenerar-se e os órgãos do corpo, incluindo o cérebro, desligam-se.

Por vezes, os médicos são capazes de parar a morte biológica através da indução de hipotermia, diminuindo a temperatura do corpo, que fica assim abaixo da sua temperatura normal. Este método permite parar a degeneração das células e é usada com frequência para reanimar pacientes com paragem cardio-respiratória.

Até aqui nada de novo, são processos que se conseguem compreender e explicar, no entanto, o que permanece indefinido é o que acontece a uma pessoa que está clínica e biologicamente morta.

De modo a obter algumas respostas, os investigadores investem no estudo das experiências de quase-morte.

Segundo o Centro de Pesquisa de Experiências Fora do Corpo, em Los Angeles, nos Estados Unidos da América, mais de 8 milhões de norte-americanos relataram experiências de quase-morte, que ocorrem quando uma pessoa se encontra clinicamente morta, perto da morte ou numa situação onde a morte é provável ou esperada.

Muitas pessoas que tiveram experiências de quase-morte relatam sensações semelhantes, como sentirem que estavam a flutuar fora do seu próprio corpo, a mover-se rapidamente através de um túnel em direção à luz ou a ver os seus entes queridos que já faleceram.

Os investigadores continuam a estudar as experiências de quase-morte num esfoço para dar sentido aos processos biológicos e neurológicos que podem estar escondidos atrás de tais eventos.

Alguns estudos indicam que as experiências de quase-morte são apenas uma forma de sonho lúcido, enquanto outros indicam que essas experiências acontecem devido à privação de oxigénio no cérebro.

Contudo, há quem afirme que durante o período em que o cérebro ainda tem atividade, cerca de sete minutos, a pessoa revê as suas memórias numa sequência de sonhos, como se recordasse o que viveu, despedindo-se assim da sua vida na Terra.

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Certezas não existem, os mortos ainda não vieram cá explicar como tudo isto acontece, por isso resta continuar a estudar para tentar explicar o que verdadeiramente acontece neste processo tão penoso que é a morte.

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