Se és daquelas pessoas com 40 ou mais anos que começa a pensar que não és plenamente capaz de te concentrar e lembrar das coisas, poderias apontar o teu trabalho como um factor contribuinte.

Um estudo conduzido por especialistas no Melbourne Institute concluiu que enquanto o trabalho for até 30 horas por semana, será bom para a função cognitiva na quarta década da vida, qualquer carga extra reduz o desempenho.

As pessoas que trabalham 55 horas por semana ou mais têm o maior declínio cognitivo do que aqueles que não tiveram emprego, aposentaram-se  ou trabalharam em absoluto.

Embora se acredite que certo grau de estimulação intelectual beneficia da retenção da função cognitiva em idade avançada, com enigmas cerebrais como palavras cruzadas e sudokus que preservam a capacidade cerebral em pessoas maiores, a estimulação excessiva tem o efeito oposto.

O professor McKenzie disse ao jornal britânico The Times que muitos países procuram elevar a idade da aposentadoria, forçando as pessoas a trabalharem mais tempo porque não poderão reivindicar benefícios até a velhice. A sua opinião é que a quantidade de trabalho pode ter uma importância significativa nisso.

Também vais gostar destes:
A melhor forma de evitar gripes é não ir trabalhar!
Trabalhar por turnos noturnos pode ter consequências devastadoras na vida dos trabalhadores.

O grau de estimulação intelectual pode depender das horas de trabalho. O trabalho pode ser uma espada de ponta dupla.

Por um lado, pode desencadear a actividade do cérebro, mas, ao mesmo tempo, trabalhar muito tempo pode levar à fadiga e ao stress, potencialmente danificando funções cognitivas.

FONTECoruja Prof

Partilha