O líder do PSD considera que não se pode prometer e não cumprir e «a andar de espinha direita, como se não fosse nada». Ele defendeu que a responsabilização civil e criminal dos responsáveis pelos maus resultados da economia do país, para que não continuem «a andar de espinha direita, como se não fosse nada com eles».
«Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus actos? Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus atos e pelas suas acções», referiu Pedro Passos Coelho, citado pela agência Lusa.
«Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objectivos e não os cumpram. Sempre que se falham os objectivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se», referiu.

Para o líder social democrata, não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados «andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles».

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«É muito importante, nesta altura, que o Governo possa dar um sinal de consciência e de rigor na execução do Orçamento», referiu Passos Coelho, sublinhando que é desse sinal que os credores e os mercados estão à espera.