Quando estás solteiro, só consegues ver casais felizes, e quando estás comprometido, só consegues ver solteiros felizes.

Os comprometidos são felizes de outra forma, e podem ser ainda mais felizes do que os solteiros se souberem encontrar a fórmula certa (que quase nunca depende só de um dos elementos do casal, mas da comunhão de esforços e competências dos dois). Ser feliz com alguém exponencia essa felicidade, enobrece-a.

Uma pessoa que é feliz ao lado de alguém que ama completa-se, como se fechasse o ciclo, como se atingisse um ponto de perfeição na vida.

Um namoro, uma união, uma relação a dois não tem nada a ver com uma vida de solteiro. Já não temos de responder apenas perante nós mesmos, não podemos pensar apenas em nós, e muitos aspectos da vida têm de ser pensados e conjugados a dois. E é aqui que quase sempre a felicidade de um casado (ou de uma casada) começa a fraquejar.

Em todas as relações, num ou noutro momento, parece que há sempre alguém que baixa os braços, que deixa a vida rolar sem preocupações, de forma ligeiramente (ou pronunciadamente) egoísta. E quase sempre os problemas começam com coisas de nada. É um que chega a casa e não tem vontade de ir despejar o lixo – “ela que vá quando chegar” -, ou não tem paciência para fazer o jantar – “ele depois trata disso, agora estou cansada”.

As atitudes egoístas, por norma, melindram o parceiro. Mesmo que seja uma coisa de nada, é sempre um grão de areia que se junta a outro e a mais outro e a outro ainda.

Quando vamos a ver temos os limites da paciência a meio, e isso impede-nos de sermos totalmente felizes.

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Nestes momentos, o mais comum é começar a reagir-se da mesma forma que o parceiro, a pagar da mesma moeda, a deixar, também, de fazer sacrifícios, de pensar no noutro, mais por retaliação do que por convicção, e é muitas vezes isso que leva a discussões violentas, que por vezes abrem feridas grandes e erguem barreiras nos relacionamentos.


 
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