Quando vais amadurecendo vais percebendo que cada vez mais precisas colocar um pouco mais de ti na tua vida, precisas estar mais contigo mesmo, precisas conversar mais sobre os teus medos, precisas ouvir mais, e às vezes, ficar mais em silêncio
para aprender a ouvir o que vem de dentro.

Vais aprendendo a lidar melhor com os finais, a parar de te importar porque escolheram sair da vida, começar a considerar que não deves carregar a culpa de algo que acabou como se fosse uma escolha tua.

Passas a perceber que términos não são o fim do mundo, que às vezes pessoas vão entrar na sua vida e sair, inesperadamente, só para te ensinar algo mesmo que num período tão curto de tempo.

Na vida, muita gente vai entrar, muita gente vai sair, muita gente ainda vai despertar o seu interesse e desaparecer. talvez, quem sabe, não tem como ter certeza de nada e tu vais aprender a aceitar isso também.

A incerteza das relações, a interrogação das paixões, a imprevisão das pessoas no século em que vivemos. Vais criar imunidade a qualquer pessoa, relação, lugar, ou sentimento que não desaparece na tua vida e então, sentes uma necessidade de tirar tudo isso do teu caminho porque te teres tornado a pessoa que te tornaste não foi fácil, e não perderias a tua essência por tão pouca coisa.

Tu conheces-te e sabes o peso que carregas de ti mesma por ser quem se é, e por isso, nenhum amor meio bosta, nenhuma embuste, nenhuma paixonite ou sentimento raso vai alterar o teu tamanho.

A tua estabilidade emocional torna-se a tua prioridade e tudo o que se aproximar de ti com intuito de te trazer insegurança, medo e dúvidas, não tem a menor chance de permanecer.

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O tempo não vai te curar, ele não dá a mínima para a tua dor.

É que o amadurecimento te traz uma boa dose de amor próprio e amor próprio te faz ver
que no final de tudo, a melhor pessoa para abraçares é tu mesma.

TEXTOIandê Albuquerque (Adaptado)