Uma forma nova e praticamente indolor de colher sangue sem agulha para exames laboratoriais tem o potencial de substituir as mais de 400 milhões coletas de sangue com agulhas realizadas todos os anos nos Estados Unidos.

O dispositivo Touch Activated Phlebotomy (Flebotomia Ativada pelo Toque), TAP, apresentado no Consumer Technology Association 2017 Digital Health Summit, poderá eliminar completamente a necessidade de torniquetes e agulhas.

O processo de obtenção de amostras de sangue não mudou em décadas. Um profissional de saúde qualificado precisa introduzir uma agulha grossa no paciente, algo doloroso e de que os pacientes não gostam“, disse Stuart Blitz, diretor de negócios da Seventh Sense Biosystems (7SBio), antes de subir ao palco para demonstrar o novo produto. “Isso é algo desatualizado e um tanto quanto barbárico“.

Com o TAP, um profissional de saúde coloca o dispositivo, que é do tamanho aproximado de uma bola de golfe, no braço do paciente e, em seguida, pressiona um botão, ativando 30 agulhas finas que penetram as camadas superficiais da pele. As micropunções resultantes não doem, de acordo com Mike Feibus, que é colunista de tecnologia para USA Today e Fortune, e se submeteu ao procedimento como voluntário durante a apresentação do produto.

O procedimento leva cerca de 2 minutos para aspirar 100 μL de sangue dos capilares do paciente. “Este dispositivo funciona como uma sanguessuga, você realmente não sente nada”, explicou Blitz.

Aprovação da FDA

Espera-se que o produto seja lançado nos próximos meses. A empresa já respondeu a questões da Food and Drug Administration (FDA) dos EUA e forneceu dados clínicos. “Estamos no estágio final de aprovação“, informou Blitz.

Coleta feita pelo próprio paciente é possível

Depois que a FDA aprovar o dispositivo TAP para o uso por profissionais treinados, a 7SBio planeja buscar aprovação para o uso pelos pacientes, o que poderia permitir a eles coletarem o próprio sangue em qualquer lugar.

A empresa também planeia aumentar as capacidades do TAP integrando um chip digital; isso poderia mudar dramaticamente a maneira como o sangue é coletado. Por exemplo, poderia registrar digitalmente quando uma amostra de sangue foi coletada, o que seria útil quando os pacientes em áreas remotas precisam enviar suas amostras para um laboratório.

O dispositivo também poderia ser usado por pessoas inscritas em ensaios clínicos que necessitam fornecer amostras de sangue. “Temos um protótipo inicial desenvolvido por meio do nosso trabalho com a Qualcomm. É um chip que podemos incluir, que envia um sinal por Bluetooth quando o dispositivo foi ativado“, explicou Blitz.

Finalmente, a integração digital poderia associar o dispositivo TAP a plataformas de diagnóstico laboratorial que analisam amostras de sangue.

No futuro próximo, explicou Blitz, os médicos provavelmente terão acesso a dispositivos móveis que podem fornecer resultados em questão de minutos.

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Atualmente, todos os laboratórios de exames nos Estados Unidos estão trabalhando em iniciativas para realizar exames com menos sangue; os grandes frascos de sangue atuais são mais do que o necessário. “A nossa solução na verdade se ajusta a isso“, destacou Blitz.

FONTESaúde curiosa

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