Chegou um momento na  minha vida em que comecei a praticar “economia de pessoas”, dar importância a quem me acrescenta! Incluo no meu dia a dia todo aquele que dá riqueza aos meus dias, que valoriza meus e ganhos no meu coração.

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“Devemos dar importância a quem nos acrescenta”. É possível que essa expressão soe um pouco drástica. Para isso, e em primeiro lugar, deveríamos definir o que significa o conceito de contribuição pessoal.

Contribuem para o nosso crescimento todos aqueles que são sinceros nos seus actos, vozes e vontades. As relações humanas, longe de serem um intercâmbio na base de “tu dás, eu dou”, é uma coisa que vai além de todo bem material.
Falamos  de emoções, e em especial de emoções positivas que favoreçam o nosso crescimento pessoal com esse intercâmbio de experiências e pequenos momentos que elevam universos inteiros.
Vivemos numa sociedade complexa carregada muitas vezes de interesses pessoais e individualidades. O dia a dia está regido frequentemente pela competitividade, e mesmo pela ânsia de posse.
Há quem anseie controlar o seu companheiro por medo de perdê-lo, pais que super protegem os filhos, amigos que dominam amigos por medo da solidão, por temor de perder um apoio incondicional e cotidiano.
Em muitas das nossas relações interpessoais pesa um sentimento de egoísmo do qual somos conscientes e que entretanto, suportarmos.
O que podemos fazer frente a essas situações? Qual é a forma mais efetiva de agir?

Aprender a construir relações positivas

Temos clareza de que não se trata somente de nos afastarmos de todos aqueles “que não nos acrescentam nada”. A vida real não é como nas redes sociais, onde existe a opção de “eliminar amigos”.
É bem possível que algum familiar, longe de enriquecer a tua vida, a preencha de mal-estar. Ou que tenhas um colega de trabalho meio negativo, derrotista e crítico. Não podemos apagá-los do nosso dia a dia.
Trata-se, simplesmente, de não lhes dar a importância que merecem. Evitar que eles afectem os teus actos ou palavras, sempre e quando não cruzarem o limite da tua integridade emocional ou psíquica.
Agora vê, frente a esse tipo de personalidades onde toxicidade não sai da zona crítica, o melhor é não dar poder a eles: nem na sua vida, nem em seus pensamentos. Marca limites.
Apesar de que em muitas ocasiões não é possível controlar quem entra e quem sai das nossas vidas, temos a capacidade e a responsabilidade de decidir quem se mantém no nosso coração.
A chave desta permissividade, desta forma de conseguir que se importar com quem nos acrescenta, é construir relações positivas.
Explicamos quais são os pilares básicos:

1. Constroi apegos saudáveis

– Devemos favorecer apegos apoiados na confiança e não na ansiedade e no medo de sermos abandonados ou traídos. É vital que exista uma harmonia apoiada na maturidade e no respeito mútuo.

2. Saber satisfazer as necessidades básicas

Negar que todos temos necessidades é colocar uma venda nos olhos. Para que alguém nos importe de verdade, deve existir um adequado intercâmbio de ganhos pessoais.
– Um respeito mútuo e a segurança de que não vamos ser julgados ou rejeitados ao expressar nossos pensamentos.
– Amostras de afecto: é essa sensação de cumplicidade que desfrutamos com as nossas amizades, o carinho altruísta dos nossos companheiros… É oferecer afecto de forma livre.
Tudo isso são, sem dúvida, as raízes que enriquecem toda relação positiva.

3. Poder enfrentar determinados problemas

Em ocasiões, quando se tem um problema, alguém próximo de ti, em vez de contribuir com estratégias, ou simplesmente colocar-se no teu lugar, recrimina por determinadas coisas.

São essas pessoas que, longe de ajudar, nos afundam mais ainda. Tenta manter nestes casos, e escolha bem quem se aproxima de ti nesses momentos.
As relações positivas têm como essência o dispor de uma harmonia interna onde os problemas, longe de ser obstáculos, são oportunidades pessoais de oferecer ajuda, aprender e fortalecer ainda mais o vínculo.

4. As relações positivas admitem a existência de erros

Se alguém do teu contexto mais próximo não aceita o facto de que tenhas cometido certos erros, não será uma relação saudável, nem emocionalmente segura.
Enfrenta sempre o exagero, as relações onde não cabem erros, onde não se concede a oportunidade de ser melhor.
Todos nós nos equivocamos, erramos, assumimos faltas e avançamos para crescer pessoalmente.
Todos aqueles que gostam de ti  como és, com os teus acertos, manias e grandezas, são pessoas que contribuem com luz a tua vida. Não as percas, agarra-te com força à cauda dos teus cometas…
Imagem cortesia de Elina Ellis.