É aquela velha história, seria bom ter uma parceria em vida, um corpo aqui perto, entrelaçando energias, uma alma amiga para construir momentos leves e colorir os dias.
Seria muito bom ter aqui por perto um encontro simples e profundo.
Mas parece que o mundo anda complexo e raso.
É aquela velha história, está fácil tirar a roupa, mas despir a alma ninguém tem coragem.
Está fácil abrir o corpo e a casa, mas pouca gente quer partilhar as intimidades.
Está fácil encontrar embalagens que combinam, mas não profundidades que se mergulham.
É fácil encontrar uma companhia que se encanta com o que em mim é superfície, com a minha casquinha de caramelo. Mas é difícil alguém que entenda que minha casca é delicada demais e se quebra facilmente e dentro existe um grande mistério.
E eu aqui comigo mesma, já sei que a minha versão mais bonita e plena surge no ambiente que eu posso ser frágil, sensível e exagerada.
Mas às vezes acho que muita gente gosta do que é forte, racional e comedido.
E eu aqui sozinha, já vivo nesse lugar do simples e do profundo. No lugar de uma alma que se permite a amplitude. E gostaria de me partilhar sim, mas só se for assim, porque eu já não consigo mais evitar dizer o que penso, não deixar transbordar meus sentimentos e engolir meus questionamentos. Eu extravaso.
Eu aqui comigo gosto de ser livre no viver, no expressar, e muita gente confunde liberdade com libertinagem, curiosidade com fugacidade, contraversão dos costumes com descontrole, abertura para vida com entrada franca para a minha privacidade.

Aí eu também não quero que entrem!
Sozinha sou uma mulher independente, questionadora e também muito delicada.
Quero por perto pessoas que entendam que eu gosto de carinho, diálogo, espaço e respeito. E isso também é o que eu gostaria de oferecer, se possível.

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Acima de tudo eu amo-me e aceito-me desse jeito e quem chegar perto não pode querer menos do que isso. Porque eu já não me limito, eu expando-me.
Talvez neste inverno eu não tenha um cobertor de orelha, mas não importa, porque eu sei que a minha alma estará totalmente aquecida de amor próprio.