Abençoados os que conseguem ver com o coração, além das aparências, pois são essas pessoas que ajudam a vida a se tornar menos densa, menos triste, menos má. São essas pessoas que ajudam a se abrirem os caminhos de luz a que todos temos o direito de atravessar, não importando se somos belos ou ricos ou qualquer outra coisa.

Já é ponto pacífico o facto de que, hoje, mais do que nunca, as aparências acabam por balizar fortemente os valores que permeiam os relacionamentos entre as pessoas, em vários níveis.

Super valorizada, a beleza física estampa toda e qualquer instância mediática, sendo como que obrigatória às pessoas, não importando a competência que se tenha: cantores, artistas, apresentadores, qualquer figura que se destaca mediaticamente, por exemplo, embeleza-se, emagrece, clareia os dentes, e por aí vai.

Não basta ser um bom actor, é preciso ser belo. Não basta ter uma voz maravilhosa, é preciso ser belo. Esvaziam-se, assim, os valores que não são vistos, enquanto que a estética se sobrepõe à essência, ao que se é realmente. Da mesma forma, cresce a importância exagerada conferida ao poder de compra de cada um, sendo que até há quem sobreviva apenas sendo alguém rico e bem relacionado, com milhares de seguidores pelas redes sociais.

“Abençoar” é uma palavra que vem do latim benedictio, acto de abençoar, que contém bene, bem, e dictio, de dizer. Ou seja, quem “diz o bem”, ao mesmo tempo abençoa e é abençoado, porque vê o lado bom de cada coisa, de cada pessoa, dessa forma agregando amor, ajudando, tornando o mundo melhor. Portanto, abençoados os que conseguem ver com o coração, além das aparências, pois são essas pessoas que ajudam a vida a se tornar menos densa, menos triste, menos má.

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São essas pessoas que ajudam a se abrirem os caminhos de luz a que todos temos o direito de atravessar, não importando se somos belos ou ricos ou qualquer outra coisa.
TEXTOMarcel Camargo (adaptado)


 
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