Uma carta de adeus de uma vitima de cancro é uma lição de vida. Esta foi a forma como a inglesa Holly Butcher decidiu se despedir da família e dos amigos. Ela travava uma batalha contra o cancro e morreu. Na mensagem de despedida, publicada pela família no seu perfil do Facebook, a jovem reúne as várias aprendizagens obtidos enquanto lutava contra a doença.

Holly cita como é difícil encarar a mortalidade aos 26 anos [quanto recebeu o diagnóstico]: “É uma dessas coisas que ignoras”. Nós nos acostumamos com a passagem dos dias, conta, até que algo inesperado acontece“.

Sempre me imaginei a envelhecer“, diz. “Tenho 27 anos agora.  Eu não quero ir. Eu amo a minha vida. Sou feliz e devo isso às pessoas amadas. Mas o controle está fora das minhas mãos“.

Foi aí que a inglesa passou a mudar de atitude: “Eu só quero que as pessoas parem de se preocupar tanto com os stresses pequenos e insignificantes da vida“. E cita vários deles: corte de cabelo que deu errado, roupas, trânsito, trabalho… E sugere que as pessoas passem a agradecer por estarem vivas e com saúde.

 

Dá, dá, dá. É verdade que ganhas mais felicidade a fazer coisas para os outros do que a fazer para ti mesmo. Eu queria ter feito mais isso. Desde que fiquei doente, conheci as pessoas mais incrivelmente doadoras e gentis e recebi as palavras mais amorosas e de apoio de minha família, amigos e estranhos. Mais do que eu poderia dar em troca. Nunca vou me esquecer disso e serei eternamente grata a todas essas pessoas“, afirma Holly.

Ela destaca como é estranho o apego a coisas materiais. “É uma coisa estranha ter dinheiro para gastar no fim… quando estás a morrer. Não é hora de sair e comprar coisas materiais como costumas fazer, como um vestido novo. Isso faz-te pensar o quão idiota é pensarmos que vale a pena gastar tanto dinheiro em roupas novas e coisas nas nossas vidas.

Em vez de comprar um monte de coisas, dá um presente para um amigo, aconselha. E esse presente pode ser cozinhar algo especial para eles, dar a alguém uma planta, uma massagem, uma vela… “E diz a elas que os amas” quando entregares os presentes. Resumindo, ela aconselha que usemos nosso dinheiro com experiências e que não deixemos de experimentar vivências em troca de gastar dinheiro com coisas materiais.

Experiências como tirar o dia para ver o mar… “Esforça-te para fazer aquela viagem bate-e-volta para a praia que tanto adias. Pões os pés na água e enterra os dedos dos pés na areia. Molha o rosto com água salgada.

Uma pergunta retórica: aquelas várias horas que gastas a arranjar os teus cabelos e a maquilhar-te todos os dias ou para sair uma noite realmente valem a pena? Nunca entendi isso“, questiona. Em vez disso, ela aconselha que te levantes cedo “às vezes e ouças os pássaros enquanto observas as belas cores que o sol faz quando ele sobe” o horizonte. E também pede que ouças música, fales com os teus amigos, viaja. “Faz o que desejares. Trabalha para viver, não vivas para trabalhar. Sério, faz o que faz o teu coração sentir-se feliz. Come o bolo. Zero culpa. Diz não às coisas que realmente não queres fazer.

E termina com um pedido: “Começa regularmente a doar sangue. Isso fará sentir-te bem com o bónus adicional de salvar vidas. Eu sinto que é algo tão negligenciado, considerando que cada doação pode salvar três vidas!

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Holly conta que foi graças a doadores que ela se manteve viva no último ano: “Um ano em que fiquei eternamente grata por ter conseguido gastá-lo aqui na Terra com a minha família, amigos e cachorro. Um ano em que eu tive alguns dos melhores momentos da minha vida…“.

FONTEHollyButcher

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